terça-feira, 15 de outubro de 2019

mãe-de-milhares

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaBryophyllum daigremontiana
Bryophyllum daigremontiana
Bryophyllum daigremontiana
Classificação científica
Reino:Plantae
Divisão:Angiospérmicas
Classe:eudicotiledóneas
Ordem:Saxifragales
Família:Crassulaceae
Género:Bryophyllum
Espécie:K. daigremontiana
Nome binomial
Kalanchoe daigremontiana
(Raym.-Hamet & Perrier) A.Berger
Sinónimos
Bryophyllum daigremontianum
Bryophyllum daigremontianum, também conhecida como calanchoê[1] ou mãe-de-milhares, é uma planta suculenta nativa de Madagascar. Esta planta se distingue pela sua capacidade de se propagar através de reprodução por brotos que nascem nas folhas, caindo no chão e continuando a propagação vegetativa. Todas as partes da planta são venenosas (daigremontianin), que pode mesmo ser fatal se ingeridos por crianças ou animais de pequeno porte.
Bryophyllum daigremontiana foi descrita por Jean-Henri Humbert e publicada em Annales du Museé Colonial de Marseille, sér. 2 2: 128–132. 1914

Morfologia[editar | editar código-fonte]

Pode atingir até 1 metro de altura, possui folhas do tipo lanceolada carnudas que chegam a 15–20 cm (6-8 polegadas) de comprimento e cerca de 3,2 centímetros (1,25 polegadas) de largura. Tem coloração verde médio e meio acinzentado acima das folhas e com manchas roxas embaixo. Plantas adultas também podem desenvolver raízes laterais envolto ao seu caule principal. A planta possui vários nós com dois ou três folhas em cada nó. As folhas da parte superior da plantas tendem a desenvolver desproporcionalmente, fazendo com que a haste principal dobre para baixo e, eventualmente, desenvolvem novos caules primários que se estabelecem como plantas independentes. Podem passar por um longo período de floração. A floração, no entanto, não é um evento anual e irá ocorrer esporadicamente.

Propriedades anti-cancer[editar | editar código-fonte]

Aranto é um nome popular usado para se referir à Kalanchoe daigremontiana (atualizada para Bryophyllum daigremontianum)[4] Tem sido divulgado como uma planta capaz de curar cancer, o que é considerado apenas como um boato.[4][5]
Segundo o médico oncologista clínico Carlos Eugênio Escovar, a afirmação de que o "aranto" pode curar cancer é falsa, o boato surgiu do fato de que há estudos iniciais mas que ainda não foram testados em humanos ou animais, por isso a planta não deve ser utilizada como medicamento.[6]
Alexandre Palldino, Chefe da Seção de Oncologia Clínica do Instituto Nacional de Câncer diz que "Não há nenhuma evidência em estudos clínicos do benefício da planta Aranto no tratamento do câncer. A segurança de sua utilização também não foi avaliada, portanto, não devemos recomendar sua utilização."[5]

Toxicidade[editar | editar código-fonte]

Bryophyllum daigremontianum é tóxica podendo causar distúrbios digestivos severos e efeitos cardiotóxicos, especialmente se as flores forem consumidas. É perigosa para animais de estimação, sendo também conhecida por causar a morte de gado na África do Sul e Austrália.[7]
Kalanchoe delagoensis e a Bryophyllum daigremontianum são as Kalanchoes mais tóxicas entre as espécies desse gênero.[7]

Galeria[editar | editar código-fonte]

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