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terça-feira, 24 de novembro de 2020

araruta

 

araruta


Rizomas de araruta
Araruta - imagem original: Bùi Thụy Đào Nguyên - Licença Creative Commons

Maranta arundinacea

A araruta é uma planta perene da floresta tropical úmida que é nativa da América do Sul, América Central, México e parte do Caribe. Podendo atingir de 60 cm a 1,8 m de altura, é cultivada para a colheita de seus rizomas, dos quais é possível extrair um amido de excelente qualidade e de fácil digestão. Os rizomas também podem ser consumidos assados ou cozidos, porém são bastante fibrosos.

Clima

Cresce bem em clima quente e úmido, com temperaturas acima de 20°C. Em regiões de clima quente pode ser cultivada o ano todo. Em regiões onde o inverno apresenta baixas temperaturas, pode ser cultivada nos meses quentes do ano.

Luminosidade

Pode ser cultivada com luz solar direta ou em sombra parcial.

Solo

O ideal é que o solo seja leve, profundo, bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica. A faixa de pH ideal do solo é de 5,8 a 6,3. Solos compactados ou solos argilosos pesados não são adequados para o plantio.

Irrigação

Irrigue com frequência para que o solo seja mantido sempre úmido, porém sem que permaneça encharcado. Esta planta é relativamente sensível a falta de água, entrando em dormência quando há seca.

Plantio

A araruta é propagada geralmente por pedaços de rizoma. O ideal é usar rizomas pequenos, com cerca de 4 a 7 cm de comprimento. Estes devem ser plantados diretamente no local definitivo a uma profundidade de aproximadamente 5 cm no solo.

O espaçamento pode variar entre 60 cm e 1 m entre as linhas de plantio e 40 a 50 cm entre as plantas.

Tratos culturais

Retire as ervas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.

Retirar as flores da planta pode favorecer o crescimento dos rizomas.

Plantas de araruta
A araruta cresce melhor em clima quente e úmido - imagem original: Wibowo Djatmiko - Licença Creative Commons

Colheita

A colheita geralmente é feita de 6 a 12 meses após o plantio, preferencialmente quando as folhas ficam amareladas, o que depende das condições climáticas da região. A terra deve ser revolvida e os rizomas coletados. Os menores rizomas de plantas saudáveis e produtivas podem ser separados para o replantio.

Para a obtenção da fécula de araruta, os rizomas colhidos são lavados, descascados e ralados ou triturados até a obtenção de uma polpa. A polpa é diluída em água potável e este líquido é passado por peneiras finas para a retirada do material fibroso. O líquido é deixado em repouso para que ocorra a decantação do amido. Posteriormente, a parte líquida é retirada e a pasta obtida é colocada para secar ao ar por vários dias, ou em equipamento de secagem a baixas temperaturas (55°C a 60°C) por cerca de 2 ou 3 horas. A fécula de araruta obtida é pulverizada (reduzida a pó) e pode então ser armazenada em local seco.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Araruta

Como ler uma infocaixa de taxonomiaAraruta
Maranta arundinacea
Maranta arundinacea
Estado de conservação
Espécie em perigo crítico
Em perigo crítico
Classificação científica
Reino:Plantae
Sub-reino:Tracheobionta
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Liliopsida
Subclasse:Zingiberidae
Ordem:Zingiberales
Família:Marantaceae
Género:Maranta
Espécie:M. arundinacea
araruta (Maranta arundinacea), espécie do gênero Maranta, é uma erva cujo rizoma (caule subterrâneo) tem fécula branca que é alimentícia. Também é conhecida como agutiguepeararuta-caixultaararuta-comumararuta-especialararuta-giganteararuta-palmeiraararuta-raiz-redondaararuta-ramosaembiri[1] e agutingue-pé.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Araruta" é oriundo do termo aruaque aru-aru, "farinha de farinha".[1] "Embiri" provém do tupi embira'i, "embira pequena".[2]

Descrição[editar | editar código-fonte]

A araruta é uma planta originária das regiões tropicais da América do Sul. Estudos arqueológicos mostram evidências do cultivo de araruta nas Américas há, pelo menos, 7 000 anos.
Segundo a sabedoria popular, a araruta tem vários usos medicinais, mas é na culinária que o uso desta planta se destaca, recomendada para pessoas com restrições alimentares ao glúten (doença celíaca). Considerada como um alimento de fácil digestão, a fécula da araruta é usada no preparo de mingausbolos e biscoitos. Por esta característica, é indicada para idososcrianças pequenas e pessoas com debilidade física ou doentes em recuperação. Também pode se produzir papel com a araruta.
Encontra-se em processo de extinção devido ao fato de a indústria alimentícia ter substituído o polvilho de araruta pelo de mandioca ou pela farinha de trigo ou milho, prejudicando, assim, o cultivo daquela planta. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Agrobiologia tem feito um trabalho de resgate da araruta em sua Fazendinha Agroecológica Km 47, onde as variedades são cultivadas organicamente.
O grande diferencial da fécula de araruta é a ausência de “glúten” em sua composição, que possibilita aos portadores de doença celíaca, consumirem esse amido. É relevante destacar a necessidade de buscar novas fontes alimentares de qualidade e altos teores nutritivos reforçando os laços culturais outrora fragilizados pela ação do tempo, da globalização e do próprio ser humano. [3]
Para as culturas de ciclo longo, como é o caso da araruta, é muito importante se conhecer o tipo e o tamanho da muda, assim como a forma que deve ser plantada, e, portanto, há necessidade de estabelecer o mais rápido a população final desejada. Este trabalho teve como objetivo avaliar tipos de propágulos de araruta, provenientes do rizoma e haste pós-colheita, para produção de mudas.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

ARARUTA

Maranta arundinacea

Da raiz dessa planta produz-se a famosa farinha de araruta, rica em nutrientes. Acredita-se que essa planta seja um antidoto para veneno de cobra.
Descrição : Planta da família das Maranraceae, também é conhecida como agutiguepe, araruta-caixulta, araruta-comum, araruta-especial, araruta-gigante, araruta-palmeira, araruta-raiz-redonda, araruta-ramosa, embiri1 e agutingue-pé.
Erva medicinal, cuja pátria é o Brasil, onde vegeta em todo o seu território.
Vivaz, de rizoma fusiforme com escamas aplicadas e caule articulado até 120 cm de altura, folhas pecioladas e com longas bainhas foliáceas, ovais lanceoladas, acuminadas com limbo de 10-20 cm de comprimento e 5 a 8cm de largura, pubescentes na página inferior.
Suas flores irregulares, pequenas, brancacentas, solitárias ou dispostas em panículas terminais irregulares, protegidas por brácteas invaginantes.
Seu fruto plano-convexo, primeiramente baciforme e depois seco.
Suas sementes são rugosas, vermelho claro e com arilo amarelo.
Indicações : O rizoma desta planta fornece a célebre farinha de araruta, muito nutritiva, delicada, inodora e analéptica e entra em todas as combinações que se queira fazer com leite e água, servindo ainda para muitos outros pratos como bolos, cremes, doces, biscoitos, etc.
Muito útil na alimentação de crianças.
Araruta
Propriedades medicinais :
Contra as febres intermitentes, contra a dispepsia, sendo que seu suco acre serve contra a mordedura de cobra e picada de insetos e quando colocado sobre a língua aumenta a salivação.
Serve como forragem e é muito indicada para, a engorda de suínos.
Algumas tribos do Brasil já aconheciam como Arú-Arú e os os Caraíbas acreditavam que a farinha de araruta constituía um neutralizador do veneno impregnado das flechas atiradas pelos seus inimigos.
Do seu nome indígena, os portugueses adaptaram-no para Araruta.
Habitat : Existe grande variedade dessa planta. Em São Paulo existe a Caisulta, Comum, Gigante, Especial, Imbiri, Palmeira, Raiz Redonda e Ramosa, sendo que a Caixulta é a melhor.
Nativa no Brasil, conhecida pelos índios, espalhou-se no entanto pelo mundo todo, sendo o sue comércio muito forte no exterior. No Ceilão chamam-na Araluk e Hulankiriya.
Nota : Encontra-se em processo de extinção devido ao fato de a indústria alimentícia ter substituído o polvilho de araruta pelo de mandioca ou pela farinha de trigo ou milho, prejudicando, assim, o cultivo dessa planta.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Agrobiologia tem feito um trabalho de resgate da araruta em sua Fazendinha Agroecológica Km 47, onde as variedades são cultivadas organicamente.

Chrysopogon zizanioides , comumente conhecido como vetiver e khus , é um capim pereneda família Poaceae

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