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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

funcho

 Funcho-de-cabeça

Funcho-doce-de-florença - imagem original: Nick Saltmarsh - Licença Creative Commons

Foeniculum vulgare

O funcho, também conhecido como erva-doce, é uma planta utilizada como erva aromática e como erva medicinal. Também possui um grupo de cultivares (Foeniculum vulgare Grupo Azoricum, sin. Foeniculum vulgare var. azoricum), algumas vezes chamados de funcho-de-florença, funcho-doce-de-florença, funcho-doce ou ainda erva-doce-de-cabeça, mas geralmente denominados apenas como funcho, cujos talos das folhas são utilizados como verdura (são chamados incorretamente de bulbo do funcho, pois são os pecíolos e bainhas das folhas), sendo consumidos crus ou cozidos em saladas e outros pratos. Para distinguir do funcho-de-florença ou da erva-doce-de-cabeça, qualquer outra cultivar de funcho é por vezes denominada funcho medicinal.

Clima

O funcho ou erva-doce pode ser cultivado em diversas regiões climáticas, mas as melhores condições são encontradas em regiões de clima ameno ou moderadamente quente. A planta pode sobreviver a uma geada leve.

Luminosidade

O funcho necessita de alta luminosidade e deve receber luz solar direta ao menos por algumas horas diariamente.

Funcho ou erva-doce
Muda de funcho ou erva-doce recém-germinada - imagem original: Stacy Spensley - Licença Creative Commons

Solo

O solo deve ser bem drenado, leve, fértil, rico em matéria orgânica. A planta é tolerante quanto ao pH do solo, mas não cresce bem em solos muito ácidos.

Irrigação

Irrigue com a frequência necessária para que o solo seja mantido sempre úmido, sem que permaneça encharcado. A falta de água pode induzir a planta a florescer precocemente.

Muda de funcho ou erva-doce
Muda de funcho ou erva-doce recém-germinada - imagem original: Stacy Spensley - Licença Creative Commons

Plantio

As sementes podem ser semeadas diretamente no local definitivo da horta ou podem ser semeadas em sementeiras e transplantadas quando têm de 10 a 15 cm de altura. Ao escolher o local de plantio, leve em conta que a planta é perene e pode sobreviver por vários anos neste local, podendo atingir até dois metros de altura, dependendo da cultivar.

Por outro lado, é melhor que as sementes do funcho-de-florença ou da erva-doce-de-cabeça (Foeniculum vulgare Grupo Azoricum) sejam semeadas diretamente no local definitivo, pois este grupo de cultivares não suporta bem o transplante. Se semeada em sementeiras, faça o transplante com a planta bem jovem, quando as mudas têm no máximo 4 folhas. O espaçamento recomendado para o funcho-de-florença é de 25 a 30 cm entre as plantas.O plantio em vasos e jardineiras não é o procedimento mais recomendado, pois o funcho tem um sistema radicular que atinge uma grande profundidade, mas ainda assim é possível cultivá-lo em vasos grandes, com pelo menos 30 cm de profundidade.

Não cultive funcho próximo a aneto ou endro (Anethum graveolens), pois estas espécies intercruzam, e as plantas resultantes deste cruzamento normalmente não são consideradas satisfatórias em termos de produtividade ou de sabor e aroma.

Folhas do funcho
O funcho é uma erva perene. Suas folhas podem chegar a 40 cm de comprimento - imagem original: Amanda Slater - Licença Creative Commons

Tratos culturais

Retire plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e recursos, especialmente nos primeiros meses de cultivo.

Especificamente para o funcho-de-florença ou a erva-doce-de-cabeça, terra pode ser amontoada junto as plantas duas ou três semanas antes da colheita, mas sem cobrir a gema apical de onde surge as novas folhas, para que a base das folhas fique mais branca e com sabor mais suave.

Funcho-de-florença ou erva-doce-de-cabeça
Funcho de florença, funcho doce ou erva-doce de cabeça - imagem original: nociveglia - Licença Creative Commons

Colheita

A época da colheita das folhas de funcho ou erva-doce pode começar quando a planta está bem desenvolvida, o que varia com a cultivar plantada e as condições de cultivo. Se o objetivo é colher as sementes, o ideal é que as folhas não sejam retiradas até a colheita das sementes. Assim, se você quer folhas e sementes, o ideal é que sejam cultivadas plantas para colher as folhas e outras plantas para colher as sementes.

Para o funcho-de-florença ou a erva-doce-de-cabeça, a colheita pode ser realizada em 80 a 100 dias após o plantio. A planta deve ser colhida antes que surjam as inflorescências, senão elas podem se tornar amargas. Corte a planta a cerca de 2,5 cm do solo (retire a terra que foi amontoada junto as plantas primeiro). Cortar aproximadamente nesta altura permitirá que a planta rebrote, possibilitando uma nova colheita, desta vez de pequenas folhas. O funcho-de-florença é cultivado como uma planta anual, embora também seja perene.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Funcho


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Como ler uma infocaixa de taxonomiaFuncho
Funcho em flor.
Funcho em flor.
Classificação científica
Reino:Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Magnoliopsida
Ordem:Apiales
Família:Apiaceae
Género:Foeniculum
Espécie:F. vulgare
Nome binomial
Foeniculum vulgare
Mill.
Foeniculum vulgare - MHNT
Foeniculum vulgare Mill. , popularmente erva-doce[1][2][3], funcho[2], funcho-doce,[3] funcho de Florença[4] ou fiolho[4] é uma herbácea fortemente aromática comestível utilizada em culinária, em perfumaria e como aromatizante na fabricação de bebidas espirituosas e planta medicinal. O funcho é nativo da bacia do Mediterrâneo, com variedades na Macaronésia e no Médio Oriente, onde ocorre no estado silvestre, mas é hoje cultivado, sob diversas formas varietais, em todas as regiões temperadas e subtropicais.

Descrição[editar | editar código-fonte]

O funcho é uma planta herbácea perene, de caules erectos múltiplos, com até dois metros de altura (mas em geral com menos de 80 centímetros), de cor verde intenso, por vezes glauco, tornando-se azulada quando em locais expostos à secura e a intensa radiação solar.
As folhas são longas (até 40 cm) e delgadas, finamente dissecadas, terminando em segmentos filiformes a aciculares (com cerca de 0,5 mm de diâmetro), muito flexíveis, mas que, quando expostos à secura, endurecem exteriormente para evitar a perda de água.
Produz inflorescências terminais compostas, umbeliformes, com 5 a 15 cm de diâmetro, contendo 20 a 50 flores pediceladas inseridas num único ponto do ápice da inflorescência, sobre pedúnculos curtos. As flores são minúsculas têm de 2 a 5 mm de diâmetro, amarelo a amarelo-esverdeadas.
O fruto é uma semente seca, fortemente aromática, ovóide, de 4 a 9 mm de comprimento e 2 a 4 mm de largura, achatada e com entalhes longitudinais simétricos em ambos os lados.
A raiz é rizomatosa, esbranquiçada e muito suculenta, armazenado grande quantidade de água.
O cheiro e sabor característicos (em geral designados por "anis" ou "erva-doce") resultam da presença de anetol, um composto fortemente aromatizante.

Espécies associadas[editar | editar código-fonte]

Detalhes morfológicos do funcho (da edição de 1887 do Koehler's Medicinal-plants).
A maioria dos botânicos tende a considerar o Foeniculum vulgare como a única espécie legítima do género, considerando as outras espécies descritas como meras formas. Assim, apesar das grandes diferenças morfológicas, de teor em óleos essenciais e de sabor e cheiro, as espécies antes descritas neste género parecem ser meras subespécies ou variedades de F. vulgare.
Dada a presença de óleos essenciais, a planta é muito resistente ao ataque de insectos herbívoros, sendo contudo hospedeira de alguns lepidópteros especificamente adaptados às suas características bioquímicas, incluindo formas larvais da Amphipyra tragopoginis e da Papilio zelicaon (que apenas se alimentam de umbelíferas.
Dado o seu cheiro a anis, a planta é por vezes confundida com a Pimpinella anisum (o anis), uma espécie aparentada, mas muito diferente.

Cultura e utilização[editar | editar código-fonte]

É frequentemente utilizada em pequenas quantidades na cozinha mediterrânica como planta aromatizante, particularmente os das variedades menos ricas em óleos essenciais, serem consumidos em fresco como parte de saladas.
Pode também ser incorporado em sopas, em particular sopas destinadas a serem consumidas frias. Um dos pratos típicos dos Açores é uma sopa de feijão e inhame com folhas e caules tenros de funcho.
É frequente o seu uso como aromatizante em molhos, conservas de vegetais, curtumes e outros preparados semelhantes. Usada em baixas concentrações dá um aroma e sabor discretos, semelhante ao mentolado, mas bastante mais suave e doce.
As sementes secas são utilizadas em chás e tisanas e como aromatizante em licores e bebidas alcoólicas destiladas (como a aquavit).
Na Índia e China as sementes moídas são utilizadas para a produção de condimentos e especiarias, recebendo a designação de saunf ou moti saunf.
As suas raízes são consideradas como tendo propriedades diuréticas, sendo por esta razão comercializadas pelas ervanárias. O chá de semente de funcho é utilizado para reduzir os gases intestinais, incluindo na primeira infância e em crianças lactentes.
O anetol, o composto que lhe dá o cheiro e sabor característicos, é considerado estimulante das funções digestivas e carminativo, podendo ter propriedades coleríticas.
Em concentrações elevadas os óleos essenciais do funcho apresentam actividade insecticida, apresentando actividade neurotóxica. Este óleo faz parte da farmacopeia europeia.
Em perfumaria os óleos essenciais do funcho são utilizados para perfumar pastas dentífricas, champôs e sabonetes.

Variedades e cultivares[editar | editar código-fonte]

Pelas suas características aromáticas e pelos usos medicinais do anetol, o funcho tem sido utilizado desde a antiguidade, sendo já cultivado no Antigo Egipto.
Na Grécia Antiga era designado por μάραθον (marathon), estando na origem do nome Maratona (que afinal, em português seria Funchal), o local da mítica batalha de Maratona travada em 490 a.C. entre gregos e persas. A mitologia grega diz que Prometeu usou um talo de funcho para roubar fogo dos deuses.
Existem múltiplas variedades cultivadas, a maior parte das quais seleccionadas pela doçura e baixa concentração de anetol, o que permite o consumo em saladas.
Outros cultivares são seleccionados para a obtenção de grandes concentrações de óleos essenciais, sendo utilizados para perfumaria e para a produção de condimentos.
Uma variedade de funcho, originária da Macaronésia e designada por F. vulgare azoricum (Mill.) Thell., caracterizada por caules mais suculentos e doces e menor concentração de óleos essenciais, o que os torna facilmente comestível em fresco, é hoje comercializada com a designação varietal de Florence. Esta forma da planta é espontânea nos Açores e na Madeira. A sua abundância está na origem do nome da cidade do Funchal, a actual capital madeirense.

Galeria[editar | editar código-fonte]

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

FUNCHO

Foenicolum vulgare

De sabor e aroma agradáveis, a tisana de funcho é uma bebida reconfortante e muito benéfica para o sistema digestivo. Para as crianças, alivia cólicas, gases e dilatação do abdômen.
Descrição: Da família das Umbelíferas. Erva vivaz ou bienal que chega a atingir até 2 metros de altura, com caule estriado, de onde saem os ramos.
As folhas se desenvolvem na base da planta e apresentam bainhas muito entumecidas e largas, que se desenvolvem formando uma espécie de bulbo que é comestível. Apresenta na extremidade inúmeros recortes e forma fios alongados de coloração verde-amarela.
As flores, de cor amarelo-esverdeadas, reúnem-se em buquês no formato de umbelas, com um número variável de hastas florais. Produz pequenos frutos alongados, quase cilíndricos, permeados de minúsculos tubos que contêm óleo essencial, de cor amarelo esverdeado, muito aromático.
A raiz é fusiforme, da grossura de um dedo e deve ser coletada na primavera, logo no primeira ano, quando ainda não estão fibrosas. Vegeta bem em diversos climas, mas prefere os temperados, em locais bem iluminados e com luz solar direta.
Não resiste em locais com geadas muito fortes. Para que as bainhas das folhas se desenvolvam formando a cabeça comestível, junta-se terra em volta da planta.
Os frutos são colhidos quase secos e retirados dos buquês pro meio de debulha. As cabeças são retiradas depois de atingirem o desenvolvimento adequado, mais ainda tenras.
No Brasil, a variedade mais conhecida é a dulce, de sabor adocicado, cujas folhas cabeças são consumidas cruas, cozidas ou em saladas, e é encontrada em hortas e fundos de quintal.
Parte utilizada: Sementes.
Origem: Regiões próximas ao Mediterrâneo. (CAVALCANTE,143)
História: A erva já era conhecida pelas civilizações da China, Índia, Egito e Grécia, e Plínio a recomendava para melhorar a visão: O nome deriva do Latim - "feno perfumado."
A erva-doce teve uma grande demanda durante a Idade Média como condimento dos abastados e supressor do apetite dos pobres. Foi introduzida nas Américas por padres espanhóis e pelos ingleses na Virgínia.
Os usos medicinais populares incluem seu uso como um possível antídoto para venenos encontrados em ervas, cogumelos e mordidas de cobras venenosas. Seu uso também é encontrado para o tratamento da gastroenterite, indigestão, para estimular o fluxo do leite materno, como um expectorante e um emenagogo.
O chá feito de sementes de erva-doce esmagadas foi usado como solução para lavar os olhos. A erva-doce pulverizada é dita manter as pulgas longe dos canis e estábulos.
Funcho Planta
Modo de Conservar: As folhas devem ser consumidas frescas, os frutos e as raízes devem ser secos ao ar livre, longe da umidade. Guardar em sacos de papel, pano ou em vidros bem tampados
Propriedades: Aromático, carminativo, sedativo, emenagogo e curativo.
Indicações
Indigestão, gases, dilatação do abdômen, cólicas - De sabor agradável, o funcho é um remédio popular para problemas do tubo digestivo alto. Alivia cólicas e inchaço abdominal, elimina gases retidos e melhora o apetite. A tisana diluída pode ser dada a crianças pequenas para aliviar cólicas e dores da dentição e também reduzir a insaciedade.
Garganta inflamada, tosse, catarro - A tisana de funcho é um gargarejo eficaz, que acalma as membranas mucosas e alivia a tosse.
Benefícios hormonais - Aumenta a produção de leite nas lactantes e pode ser tomado para iniciar ou preservar o fluxo de leite. Tomado durante alguns meses, pode ajudar a regularizar o ciclo menstrual e a reduzir as dores menstruais. As sementes têm fama de ajudar a perder peso e podem ser incluídas na alimentação.
Uso pediátrico: As mesmas indicações possíveis.
Uso na gestação e na lactação: A erva-doce não deve ser usada durante a gravidez, tem um efeito emenagogo conhecido: E galactagoga. Contraindicações: Não há relatos
Princípios ativos: Óleos essenciais (variedades doces e amargas): trans anetol, fencono, limoneno, cânfora, a-pineno e compostos voláteis adicionais menores: Sementes: óleo essencial e óleo fixo: ácido petroselínico, ácido oleico e de tocoferóis: A variedade doce contém derivados do ácido cafeico e do ácido hidroxibenzóico: Sementes e folhas: Flavonoides: quercetina-3-glucuronido isoquercetina, kaempferol-3-glucuronldeo e kaempferol-3-a rabinosídeo. ósideos de isoramnetina.
Modo de Usar :
Alimentação: Lave muito bem a base do pecíolo das folhas mais tenras, corte em tiras pequenas e coma antes das principais refeições, na forma de salada, de preferência sem tempero, acrescentando somente algumas gotas de limão.
Atonia gástrica e intestinal; espasmos; dispepsia putrefativa; dor de cabeças; gastralgia nervosa: em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sobremesa de frutos e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá, nas principais refeições.
Digestivo: coloque 1 colheres de sopa do fruto em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 8 dias, agitando de vez em quando e coe. Tome 1 cálice, antes das principais refeições.
Diurético: coloque 1 colher de chá do pó da raiz em 1 xícara de chá de água em fervura. Desligue o fogo, espere amornar e coe. Tome 1 xícara de chá, 3 vezes ao dia.
Funcho
Posologia: 5g de sementes secas ou 7g de sementes frescas (1 colher de sopa para cada xícara de água) em decoto ou infuso em uso interno para todas as indicações. Óleo: de 0,1 a O,6ml em uso interno. Todas as partes da planta são usadas para dar sabor a alimentos. e os caules são consumidos como verdura.
A erva-doce, especialmente seu óleo essencial. tem sido usada para dar sabor a balas, licores, medicamentos e alimentos, pães, conservas e peixes. O óleo pode ser usado para proteger frutas e verduras armazenadas contra infecções por fungos patogênicos.
Precauções: Um exame de amostras de erva-doce na Itália encontrou as bactérias aeróbicas variáveis, incluindo coliformes, estreptococcus fecais e espécie de Salmonelas. Sugerindo que a planta pode servir como um vetor de doenças gastrintestinais infecciosas
Efeitos colaterais: A ingestão do óleo volátil pode induzir a náusea, vômito, convulsões e edema pulmonar: Os efeitos mais comuns são a dermatite de contato e a fotodermatite (PIVA,126).
Alguns indivíduos exibem a reatividade cruzada a diversas espécies da Família Apiaceae ou seja síndrome do tempero de artemísia (COAN,102), todas estas plantas pertencem a Família Apiaceae. São raros os casos de reações alérgicas relatadas após a ingestão da erva-doce. Superdosagem: Seu uso terapêutico no Marrocos, ocasionalmente induz a um distúrbio mental epileptitorme e alucinações.
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Farmacologia: Como uma erva medicinal, a erva-doce é renomada por aumentar a secreção do leite, promover a menstruação (emenagogo), facilitar o trabalho de parto aliviar o climatério masculino (andropausa) e aumentar a libido.
Estas supostas propriedades da erva deram origem a pesquisas da erva-doce para o desenvolvimento de compostos estrogênicos sintéticos durante os anos 30. Originalmente, acreditava-se que o componente estrogênico principal da erva-doce era provavelmente o anetol , mas hoje em dia acredita-se que este componente é um polímero do anetol, o dianetol ou o fotoanetolo.
O óleo volátil da erva-doce aumenta a contração física do músculo liso ileal e traqueal em cobaias. O efeito foi geralmente maior no músculo ileal. A administração do óleo volátil aos ratos agravou um dano hepático induzido experimentalmente.
Um extrato (com base de acetona) das sementes de Foeniculurn vulgare mostrou ter efeitos estrogênicos nos órgãos genitais de ratos - machos e fêmeas.
O óleo de erva-doce foi encontrado ser genotóxico no teste de reparo de DNA na bactéria Bacillus subtilis. O estragol, presente no óleo volátil, foi capaz de causar tumores em animais.
Um sério perigo associado com a erva-doce é que a erva pode facilmente ser confundida com a cicuta-maior, uma erva nativa da América do Norte que é muito venenosa. A cicuta-maior contém o alcaloide conina, que é altamente narcótico, e uma pequena quantidade de suco da cicuta-maior pode causar vômito, paralisia e morte.
CAVALCANTE, Rogério., Fitodontologia - Clube dos Autores, 2009.
COAN, Luciana M Pollyanna C Kinupp1,3 & Ary G Silva., Rea ções de hipersensibilidade a temperos usuais na culinária - Natureza on line 6.
PIVA, Maria da Graça., O caminho das plantas medicinais: estudo etnobotânico - Mondrian, 2002.

Chrysopogon zizanioides , comumente conhecido como vetiver e khus , é um capim pereneda família Poaceae

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