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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Guaco


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Como ler uma infocaixa de taxonomiaGuaco ou Erva de Bruxa
Mikania glomerata
Mikania glomerata
Classificação científica
Reino:Plantae
Clado:angiospérmas
Clado:eudicotiledóneas
Ordem:Asterales
Família:Asteraceae
Subfamília:Asteroideae
Tribo:Eupatorieae
Género:Mikania
Espécie:M. glomerata
Nome binomial
Mikania glomerata
Spreng.
Detalhe de um caramanchão de guaco.
guaco ou Erva de Bruxa (Mikania glomerata Spreng.) é um tipo de planta medicinal utilizado contra gripe, rouquidão, infecção na gargantatossebronquite. O Guaco, também conhecido em outras regiões como guaco-cheiroso, cipó-almecega, cipó-caatinga ou erva-de-cobra, é uma espécie nativa do Brasil, e é cultivada em todo o território nacional, mas, em maior quantidade no bioma Mata Atlântica. O surgimento natural dessa planta é em bordas de rios, matas primárias e planícies suscetíveis à inundação.

Propriedades medicinais[editar | editar código-fonte]

A planta é também conhecida como erva-de-serpentes, cipó-catinga ou erva-de-cobra. O guaco sempre foi muito conhecido pelos índios brasileiros, que usavam a planta para combater o veneno das serpentes (daí vêm alguns dos seus nomes populares). Ainda hoje, em algumas regiões do Brasil, o macerado das folhas é aplicado em forma de cataplasma sobre picadas de cobras e outros animais peçonhentos. Existe também a tradição de usar a planta fresca e nova (cujas folhas emanam um aroma intenso e agradável) para manter as cobras afastadas.

Cultivo[editar | editar código-fonte]

Para o plantio, recomenda-se solo arenoso e rico em matéria orgânica. O plantio se faz por estacas de caule que apresentem pelo menos dois nós. Após o enraizamento, a muda deve ser transplantada para um local que lhe sirva de suporte. No caso de optar-se pelo plantio em vasos ou jardineiras, é necessário providenciar um apoio.
Por ser uma planta relativamente rústica, o guaco não exige muitos cuidados. Para garantir um crescimento robusto, é recomendável, por ocasião do plantio, incorporar ao solo uma adubação com húmus de minhoca. Nos períodos de seca é importante estar atento para manter a terra úmida, irrigando sempre que necessário, mas evitando encharcamentos.
Tanto as folhas como as flores podem ser usados com finalidades medicinais. A colheita se dá normalmente seis meses após o plantio, quando é possível colher as primeiras folhas.

Usos e receitas[editar | editar código-fonte]

O uso do guaco como planta medicinal é muito antigo. Em 1870, chegou a ser criado um produto preparado com hastes e folhas da planta - era o O podeldo de Guaco que durante décadas foi considerado um "santo remédio" contra bronquite, tosse e reumatismo.
Cientificamente já está provado que o guaco apresenta propriedades medicinais expectorantes e broncodilatadoras, sendo indicado no combate à tosse, asma, bronquite, rouquidão e outros sintomas associados à gripes e resfriados. Popularmente, o guaco continua sendo usado para tratar reumatismo, infecções intestinais e cicatrizar ferimentos.
A planta não apresenta princípios tóxicos, entretanto, deve ser usada com cautela, evitando-se todo tipo de excesso. Para o uso em crianças, é recomendável sempre a metade da dose indicada para os adultos.
Essa é uma boa planta para o preparo de xaropes e chás, com fins de cessar a tosse e rouquidão, muitas receitas caseiras podem ser feitas a partir da folha do guaco.

Sinonímia[editar | editar código-fonte]

  • Cocalia trilobata,
  • Eupatropium bupleurifolium,
  • Mikania amara,
  • Mikania aspera,
  • Mikania attenuata,
  • Mikania cordifolia,
  • Mikania guaco,
  • Mikania hederaesfolia,
  • Mikania laevigata,
  • Mikania populifolia,
  • Mikania satueiaefolia,
  • Mikania triangularis,
  • Willoughbya glomerata,
  • Willoughbya parviflora.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

GUACO

Mikania guaco

Descrição : Da família das Asteraceae, trepadeira perene de folhas ovais, simples, suculentas e cheirosas e de inflorescência de cor branca. É também conhecida como cipó-catinga, cipó-sucuriju, erva-de-cobra e vaco. A planta se desenvolve como trepadeira arbustiva, lenhosa e sem gavinhas, com caule volúvel, cilindrício e ramoso. As folhas de cor verde brilhante, são opostas, pecioladas, codiformes, rígidas e quase triangulares, de bordo inteiro e com cinco a sete nervuras na base. Exalam um forte aroma quando são esfregadas ou partidas. As inflorescências são brancas e reúnem-se em pequenos buquês agrupados em belos cachos. Na época da floração, torna-se uma planta muito procurada pelas abelhas melíferas. Reproduz-se por sementes ou pelo plantio de estavas do caule, de preferência em terrenos arenosos e úmidos, áreas sujeitas a inundações e beiras de rio. Nasce também, nas matas e nos cerrados, adaptando-se bem ao cultivo doméstico. As folhas podem ser coletadas em qualquer época do ano, dando-se preferência ao período antes das floração, quando a planta apresenta maior teor de princípios ativos.
Partes utilizadas : Folhas.
Habitat: É nativo da América do Sul, vegetando espontaneamente na Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil, especialmente nas regiões sul e sudeste.
História: É usado pela população indígena e cabocla como antitóxico em regiões infestadas por ofídios venenosos e é largamente empregado na medicina doméstica. Faz parte da farmacopeia homeopática.
Plantio : Multiplicação: por sementes ou por estacas (ramos).
Cultivo: Planta brasileira, prefere terrenos areno argilosos e úmidos. Como cipó, exige locais para desenvolver-se como trepadeira. Em cultivo programado pode ser feito semelhante ao maracujá, em parreiras. As mudas formadas devem ir para o local definitivo até 6 meses de seu plantio.
Colheita: colhem-se as folhas a qualquer época do ano, dando preferência às folhas mais novas.
Modo de conservar : As folhas devem ser utilizadas frescas ou secas ao sol e guardada em sacos de papel e de pano.
Origem : América do Sul, vegetando principalmente na Argentuna, Paraguai, Uruguai e no Brasil, especialmente nas regiões Sul e Sudeste..
Propriedades : Diurético, béquico, expectorante, antirreumático, febrífugo, sudoríparo e depurativo.
Indicações : Fornece um chá perfumado e muito útil em casos de tosse e catarros.
Uso pediátrico: As mesmas indicações.
Uso na gestação e na amamentação: Não há Contraindicações a não ser as descritas a seguir.
Princípios Ativos : Flavonoides, cumarinas, terpenos, guacina, glicosídios, resinas e taninos .
Guaco
Modo de usar:
Estados gripais; febres; catarros bronquial; asma brônquica; antisséptico das vias respiratórias; reumatismos; em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sopa de folha fresca picada e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá, 2 vezes ao dia.
Toses rebeldes ; coloque 2 colheres de sopa de folhas frescas picadas em 1 xícara de café de açúcar cristal. Leve novamente ao fogo brando, até o açúcar derreter. Tome 1 colher de sopa , de 2 a 3 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose.
Reumatismo; varizes; afecções pulmonares ; coloque 5 colheres de sopa de folhas picadas em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração 8 dias, agitando o líquido de vez em quando e coe. Tome 1 cálice de licor, de 2 a 3 vezes ao dia.
Úlceras; feridas; cicatrizante : coloque 1 colher de sopa de folhas frescas de guaco e 1 colher de sobremesa de rizoma de confrei, tudo bem picado, em 1 xícara de chá de água em fervura. Deixe ferver por 3 minutos e coe. Aplique no local afetado, com um chumaço de algodão, 3 vezes ao dia.



Toxicologia : O uso prolongado predispõe a acidentes hemorrágicos. também pode provocar vômitos e diarreia.
Contraindicações: Em pacientes com distúrbios da coagulação sanguínea e doenças crônicas do fígado.
Efeitos colaterais: Pode provocar acidentes hemorrágicos.
Posologia: Adultos: 10 a 30m I de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água; 4g de erva fresca (2 colheres de sopa para cada xícara de água) de folhas em infuso até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12h para afecções reumáticas e como diurético. Vinho medicinal com 20g de ervas secas para cada 100ml de vinho branco não licoroso maceradas ao abrigo da luz por 7 dias e agitadas 2 vezes ao dia, após o que se côa o líquido para Uso na dose de 2 cálices ao dia; Xarope frio de tintura com mel e própolis ou infuso das folhas com leite morno para as afecções pulmonares; Suco da planta fresca, concentrado, Uso tópico sobre picadas de cobras e para fricções em dores reumáticas. Emplastro das folhas frescas (ou suco) sobre afecções da pele. Crianças tomam de 1/6 a Y2 das doses recomendadas para adultos.
Interação medicamentosa: Por ser rica em cumarinas, interfere no processo de coagulação sanguínea. Antagonista da vitamina K. Precauções: Evitar seu Uso em pacientes com distúrbios da coagulação sanguínea, em mulheres com menstruações abundantes, em patologias crônicas do fígado e por período superior a 3 meses.
Farmacologia: Pesquisas científicas isolaram um glicosídeo que dá origem a cumarina, responsável por seus efeitos antitóxicos, passagem nos processos de coagulação sanguínea. Naturalmente não se pretende substituir a administração do soro antiofídico. Mas sempre foi tradição indígena e cabocla o suco de guaco sobre picadas de cobras, principalmente acontecem no campo. Suas ações antialérgicas, anti-inflamatórias e bronco dilatadoras se confirmam por seus princípios ativos.

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