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sábado, 3 de dezembro de 2016

Zedoária

 Curcuma zedoaria, Falso-açafrão, Açafrão-da-índia, Raiz-de-zedoária, Açafroa, Açafroeira, Açafrão-da-terra, Batatinha-amarela, Gengibre-de-dourar, Gengibre-dourado, Gengibre-amarelo, Mangarataia
A zedoária é uma planta herbácea e rizomatosa, da família dos gengibres, que apresenta folhagem e florescimento ornamentais, além de propriedades medicinais amplamente reconhecidas. Os rizomas são engrossados, aromáticos e crescem paralelos ao solo. As folhas surgem em tufos, apresentam bainhas envolventes e são sustentadas por longos e fortes pecíolos que saem diretamente dos rizomas subterrâneos. Elas são grandes, ovaladas a elípticas, com nervuras secundárias paralelas e bem marcadas, e uma nervura central colorida, em tons de vinho, marrom ou vermelho. No inverno elas amarelecem e caem. As inflorescências são eretas, mais curtas que a folhagem e em espigas cilíndricas, com brácteas coloridas em um interessante degradeé, do verde até o roxo, de baixo para cima respectivamente. As flores surgem entre as brácteas, e são amarelas e tubulares. A floração ocorre na primavera e verão. Os frutos são do tipo cápsula, ovóides e com casca lisa, contendo sementes elípticas, com arilo branco.
No paisagismo a zedoária acrescenta sempre um efeito tropical, seja em plantios isolados, maciços ou bordaduras. Com suas folhas amplas, brilhantes e verdes e as flores contrastantes, ela é uma excelente opção para compor o estilo em locais de clima tropical de altitude, subtropical ou temperado, onde muitas plantas tropicais não resiste ao frio invernal. Suas inflorescências são além de lindas, muito duráveis mesmo após o corte, de forma que podem ser aproveitadas em arranjos florais e buquês. Também pode ser plantada em vasos e jardineiras.
Os rizomas da zedoária são comestíveis, com características condimentares e medicinais. Eles apresentam sabor amargo, pungente, e aroma que lembra a cânfora e o alecrim. São utilizados principalmente na rica culinária indiana, aromatizando e colorindo diversos pratos e bebidas, do mesmo modo que o gengibre-comum. Seus extratos e óleo essencial também podem ser utilizados na indústria de perfumes, cosméticos, produtos de higiene e limpeza.
Deve ser cultivada sob meia sombra ou luz difusa, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado frequentemente. Não tolera estiagem. Por perder as folhas no inverno, resiste à geadas. Aprecia canteiros mantidos úmidos, sem encharcamento, e com boa cobertura morta, como casca de pinus ou folhas secas por exemplo. Para fins medicinais, a colheita dos rizomas deve ser efetuada após a floração e queda das folhas, momento em que a planta entra no seu período de dormência e apresenta coloração azulada nos rizomas. Multiplica-se facilmente por divisão dos rizomas ou touceiras, operação que deve ser realizada no inverno, antes da brotação.

Medicinal:

  • Indicações: Gengivite, Aftas, Herpes, Periodontite, Bronquite, Cálculos renais, Úlceras, Insônia, Hipercolesterolemia, Má circulação sangüínea, Micoses, Câncer, Alterações hepáticas, Resfriados, Afecções urinárias, Cólica, Vômitos, Tosse, Dores de garganta, Dismenorréia, Afecções pulmonares, Gota, Dermatoses, Gastrites, Halitose, Prisão de ventre
  • Propriedades: Anti-séptica, Vasodilatadora, Calmante, Antifúngica, Depurativa, Aromática, Carminativa, Antibiótica, Digestiva, Estimulante, Antiinflamatória, Expectorante, Diurética, Estomáquica, Hepatoprotetora, Antiasmática, Febrífuga, Vermífuga, Anti-reumática, Antidispéptica, Emenagoga, Colerética, Colagoga, Hipocolesterolêmica, Antioxidante
  • Partes Utilizadas: Rizomas

Alerta:

Utilizar sempre sob orientação médica. Mulheres grávidas não devem fazer uso da zedoária nos três primeiros meses de gestação. Lactantes também não devem fazer uso da planta.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Zedoária

https://ervasnaturais.files.wordpress.com/2011/04/zedoaria.jpg
NOME CIENTÍFICO  
Curcuma zedoaria [Berg] Roscoe ou C. aeruginosa RoxB.

FAMÍLIA BOTÂNICA
Zingiberiaceae.

HABITAT
Espécie alóctone, originária da Índia, onde cresce espontaneamente em florestas decíduas úmidas.

FITOLOGIA
Planta herbácea perene, com cerca de 1,3 a 1,5m de altura. Folhas inteiras, oblongo-lanceoladas, com 50-80cm, com nervuras secundárias púrpuras ao longo da nervura mediana da face superior. Exala um aroma que lembra a sálvia e o alecrim. O rizoma principal é cônico, tuberoso, com cerca de 5cm de comprimento, o qual emite outros rizomas secundários da grossura de um dedo. Estes, por sua vez, originam estruturas de reservas de formato piriforme, que posteriormente dão origem à novas plantas. A inflorescência é cilíndrica, crescendo a partir do rizoma antes das folhas. As flores são amareladas e as brácteas esverdeadas com as pontas cor-de-rosa. A fratura do rizoma é compacta e córnea devido à goma de amido que se forma.

CLIMA
Cresce espontaneamente em altitudes das regiões tropicais, onde o clima é temperado e úmido, e as estações são bem definidas. Por ser uma planta rústica, tolera climas mais quentes, mas não causticantes. Sob fortes insolações a planta reduz o crescimento e ostenta uma coloração verde-pálido. A planta é muito sequiosa por chuva. Períodos de estiagem retardam ou paralisam o crescimento da planta.

SOLO
Prefere solos virgens, de mata, ou então os areno-argilosos, profundos, bem drenados e soltos. O pH do solo deve estar em torno de 6,5. Solos compactos ou pesados, retardam a rizomatização e dão origem à rizomas tortos e escabrosos. Para melhorar a aeração e a textura do solo, utiliza-se cinza de casca de arroz, adubação orgânica e/ou areia.

AGROLOGIA
  • Espaçamento: 0,8 x 0,4cm.
  • Propagação: pedaços de rizomas novos com 1 a 2 meristemas. Enraizar em areia, mantida umedecida.
  • Plantio: outubro.
  • Adubação: 0,5kg/planta de cama de aviário associada a 50g de superfosfato triplo.
  • Doença: Coletotrichum curcumis.
  • Florescimento: março
  • Colheita dos rizomas: julho a agosto, após 8 meses de cultivo.

PARTES UTILIZADAS
Rizomas cilíndricos e os ovóides.

FITOQUÍMICA
Os rizomas produzem óleo essencial (1,0 a 1,5%) composto principalmente de a-pineno, D-canfeno, cineol, D-cânfora, D-borneol, álcool sesquiterpênico e zingibereno. Contém ainda guaieno, zedoalactona A e B ( 412), curcumina, amido e resina (128).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS
Estimulante aromático, regulador das funções hepáticas, digestiva e renal (128), antiasmática, febrífuga, vermífuga, anti-reumática, antidispéptica (387), estomáquica, emenagoga, restauradora e antiflatulenta (1).

INDICAÇÕES
Indicada para a prevenção e tratamento da úlcera gástrica, pois inibe a secreção ácida. Também útil para o tratamento de distúrbios hepáticos (387), hepatite, resfriados, afecções urinárias (271), cólicas, vômitos, tosse, distúrbios menstruais e gastrintestinais (412), problemas pulmonares e dermatoses (128).

FARMACOLOGIA
Colerética, hipocolesterolêmica, antioxidativa e antihepatotóxica (387).

FORMAS DE USO
  • 3 a 6g/dia na forma de decôcto, pó ou pílulas.
  • Infusão:
Þ  Problemas hepáticos: 1 colher das de café do pó ou três fatias pequenas em 1 xícara das de chá de água quente. Abafar por 10 minutos. Coar. Tomar 1 a 2 xícaras ainda morno, antes das principais refeições.
Þ  Problemas pulmonares: 2 colheres das de sopa do pó ou fatias pequenas em 1 xícara das de chá de água. Abafar por 15 minutos. Coar. Juntar 2 colheres das de sopa de mel. Tomar 2 a 3 colheres das de sopa ao dia (adultos) ou metade (crianças).
  • Pó: 1 colher das de sobremesa do pó diluído em água ou suco, antes das principais refeições (para normalizar o colesterol)
  • Tintura: 1 colher das de sopa do pó em 100ml de álcool de cereal a 70 graus e 50ml de água. Deixar macerar por 5 dias. Coar. Tomar 1 colher das de café diluído em um pouco de água, de manhã, em jejum, e antes da principais refeições. É indicada para estimular a digestão e regularizar o fígado (128).

TOXICOLOGIA 
Mulheres que se encontram nos três primeiros meses de gravidez não devem ingerir a zedoária.

OUTRAS PROPRIEDADES
  • O corte transversal do rizoma aduz uma coloração azulada, que após ser seco e moído dá origem a uma farinha aromática de cor creme clara.
  • Tanto o rizoma quanto o produto processado são fotossensíveis.
  • Possui um odor agradável que lembra a cânfora e o alecrim.
  • O sabor é amargo, pungente, quente e suavemente canforáceo.
  • É especialmente utilizada na indústria de essências ou aromas para bebidas.
  • Pode ser utilizada em cosmética e culinária (387).
  • É cultivada também como ornamental.

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