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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Camu-camu


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Como ler uma infocaixa de taxonomiaCamu-camu
Camu-camu.JPG
Classificação científica
Reino:Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Magnoliopsida
Ordem:Myrtales
Família:Myrtaceae
Género:Myrciaria
Espécie:M. dubia
Nome binomial
Myrciaria dubia
(Kunth) McVaugh 1963
Sinónimos
Eugenia divaricata Benth.
Eugenia grandiglandulosa Kiaersk.
Marlierea macedoi D. Legrand
Myrciaria caurensis Steyerm.
Myrciaria divaricata (Benth.) O. Berg
Myrciaria lanceolata O. Berg
Myrciaria lanceolata var. angustifolia O. Berg
Myrciaria lanceolata var. glomerata O. Berg
Myrciaria lanceolata var. laxa O. Berg
Myrciaria obscura O. Berg
Myrciaria paraensis O. Berg
Myrciaria phillyraeoides O. Berg
Myrciaria riedeliana O. Berg
Myrciaria spruceana O. Berg
Psidium dubium Kunth (basiônimo)
Camu-camu, também chamada de "camucamu", "caçari", "araçá-d'água", ou ainda "camocamo" (Myrciaria dubiaMyrtaceae), é uma árvore frutífera da Amazônia. Descrita inicialmente em 1823 como Psidium dubium Kunth.
A fruta ocupa o segundo lugar com alto teor de vitamina C no mundo (30 vezes mais do que a laranja) geralmente com 2800 mg/ 100g de fruto, podendo chegar a mais de 6.000 mg/ 100 g do fruto, contra uma média de 1.700 mg/ 100 g da acerola. O fruto com mais alto teor de vitamina C no mundo é a fruta australiana Kakadu plum.

Ocorrência[editar | editar código-fonte]

Bolívia, Brasil (Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima), Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Venezuela[1].

Curiosidade[editar | editar código-fonte]

O camu-camu é da mesma família da goiaba e da jabuticaba

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Camu-Camu



 

Nome popular: caçari cauari 
Nome científico: (Myrciaria dubia H. B. K. (McVough)
Família botânica: Myrtaceae (Mirtáceas)
Origem: Região Amazônica.

O camu-camu é um arbusto de pequeno porte, que pode atingir até 3 m de altura. Apresenta caule com casca lisa, folhas lisas e brilhantes que são avermelhadas quando jovens, mas se tornam verdes mais tarde. As flores, brancas e aromáticas, aglomeram-se em grupos de 3 a 4. Produz frutos arredondados, de coloração avermelhada que vão escurecendo à medida que amadurecem, até ficarem roxo-escuro quando totalmente maduros. A polpa do fruto é aquosa, envolvendo a semente esverdeada. O camu-camu frutifica de novembro a março.

Trata-se de uma espécie silvestre que ocorre predominantemente ao longo das margens de rios e lagos, com a parte inferior do caule freqüentemente submersa.
De acordo com resultados obtidos em experimentos realizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), o camu-camu, apresenta altos valores nutritivos e, em especial, possui uma concentração de vitamina C em sua polpa superior à da acerola. Técnicos do INPA também estão fazendo experimentos que procuram viabilizar comercialmente o seu cultivo, tornando a planta mais produtiva. Quem conhece os teores de ácido ascórbico - ou vitamina C - contidos na acerola e a dimensão dos valores e ganhos obtidos em sua exploração econômica, sabe o quanto esses estudos são importantes.

Os frutos do camu-camu são pequenas esferas do tamanho de cerejas, de casca mais resistente do que a acerola, lembrando a jabuticaba: sua casca, ao se romper na boca, deixa escapar o caldo da polpa, que fica envolto em uma semente única.

Muitas vezes, as frutinhas são encontradas em tamanha quantidade, que o colorido que dão à margem das águas amazônicas chama a atenção de qualquer pessoa. Em Roraima onde ela pode ser encontrada em profusão, há até mesmo um bairro da cidade de Boa Vista que foi batizado em homenagem à fruta, com o nome de "caçari" (como a frutinha é mais conhecida na região).

O camu-camu é utilizado como tira-gosto pelos pescadores, durante longas horas em que permanecem à beira d'água, próximos aos arbustos repletos de frutos. Na pescaria, a fruta é também utilizada como isca para o tambaqui, um dos melhores e mais comuns peixes amazônicos.

Na Amazônia peruana o camu- camu é pouco consumido in natura. Por ser bastante ácido, apesar de doce, é fruta preferida para o preparo de refrescos, sorvetes, picolés, geléias, doces ou licores, além de acrescentar sabor e cor a diferentes tipos de tortas e sobremesas feitas à base de outras frutas. Em todas as situações, a casca deve ser acrescentada juntamente com a polpa suculenta da fruta, pois é nela que se concentra a maior parte dos teores nutritivos.

O camu-camu é uma espécie tipicamente silvestre, que apresenta um grande potencial econômico capaz de colocá-lo no mesmo nível de importância de outras frutíferas tradicionais da região amazônica, tais como o açaí e o cupuaçu.
Mas não é apenas ali que o camu-camu tem futuro: em São Paulo, no Vale do Ribeira, região de mangues e de clima quente e úmido, semelhante ao da Amazônia, a planta já começou a ser cultivada com sucesso.

Fonte de Pesquisa: A Escola do Futuro da Universidade de São Paulo - http://www.bibvirt.futuro.usp.br

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