sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Verbenaceae

Verbenaceae


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Verbena hastata
Como ler uma infocaixa de taxonomiaVerbenaceae
Verbena hybrida
Verbena hybrida
Classificação científica
Reino:Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Magnoliopsida
Ordem:Lamiales
Família:Verbenaceae
Jaume Saint-Hilaire
Géneros
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Verbenaceae é uma família com 34 gêneros e 1.035 espécies[1] catalogados.  O Brasil reúne a maior riqueza da família, com 16 gêneros e 279 espécies, sendo 181 endêmicas.[2] Possuem tricomas que secretam óleos essenciais de grande valor medicinal. Os gêneros Lippia e Priva são utilizadas na medicina tradicional e fornecem óleos essenciais. Já os gêneros DurantaLantanaPetraeaStachytarphetaVerbena e Glandularia são usados como plantas ornamentais

Hábitos[editar | editar código-fonte]

Podem ser trepadeiras, lianasarbustos ou árvores. Há ocorrência de herbáceas anuais.[3] Habitam as regiões dos trópicos e do temperado quente.[3]

Filotaxia[3][editar | editar código-fonte]

O caule geralmente é quadrado em sua secção transversal e podem ter acúleos ou espinhos; muitas apresentam iridóides. Há presença de pêlos simples, glandulares, com óleos aromáticos (incluindo terpenóides) e de não-glandulares; geralmente unicelulares, às vezes calcificados ou silicificados.
As folhas apresentam-se opostas ou verticiladas, simples, podem ser lobadas, inteiras ou serreadas, com venação peninérvea; sem estípulas.
As inflorescências são indeterminadas, formando racemos, espigas ou glomérulos, terminais ou axilares. As flores são bissexuais bilaterais com 5 sépalas conatas, o cálice varia do tubuloso ao campanulado, persistente, e pode expandir-se no fruto. Ocorre protandria, o que possibilita a fecundação cruzada. Possuem 5 pétalas (algumas vezes parece 4 devido à fusão do par superior), também conatas, e com a corola ligeiramente bilabiada, com lobos imbricados. Estão presentes 4 estames didínamos; os filetes são adnatos à corola, os grãos de pólen geralmente tricolpados, com a exina mais espessa próximo das aberturas. Os 2 carpelos são conatos. O ovário é súpero, sem lobos a +- 4-lobado, 2-locular, mas parecendo 4-locular devido ao desenvolvimento de falsos septos. As vezes tem 1 carpelo suprimido e o ovário parecendo 2-locular, com placentação axial; O estilete terminal não é dividido no ápice; e o estigma geralmente é 2-lobado, visível, com tecido receptivo bem desenvolvido. Cada carpelo dispõe de 2 óvulos  (isto é, 1 em cada lóculo aparente), marginalmente inseridos (diretamente na margem dos falsos septos), com 1 tegumento e megasporângio de parede fina. Possui disco nectarífero. Fruto do tipo drupa com 2 ou 4 caroços (único e 2-lobado em Lantana) ou esquizocarpo dividindo-se em 2-4 núculas; não há endosperma. Fórmula floral X,K 5, C 2+3, A2+2,G2;drupa, 4 núculas.[3]

Relações filogenéticas[editar | editar código-fonte]

Com base em caracteres morfológicos e sequências de rbcL este é considerado um grupo monofilético. Distinguem as Verbenaceae das Lamiaceae os racemos indeterminados, espigas ou glomérulos; óvulos localizados nas extremidades dos falsos septos; estilete simples com estigma bilobado;  exina do pólen mais espessa perto das aberturas e pêlos não-glandulares. As flores geralmente são menos bilabiadas e o estilete em Verbeneceae é exclusivamente terminal, enquanto em Lamiaceae varia de terminal a ginobásico.[4]

Ocorrência no brasil[editar | editar código-fonte]

As espécies estão amplamente distribuídas, aparecendo em vegetações do tipo Campo Rupestre, Cerrado (latu sensu) e Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial), também presentes em diversas outras formações vegetais, como: Área AntrópicaCaatinga (stricto sensu)CampinaranaCampo de AltitudeCampo de VárzeaCampo LimpoCampo RupestreCarrascoCerrado (lato sensu)Floresta Ciliar ou GaleriaFloresta de IgapóFloresta de Terra FirmeFloresta de VárzeaFloresta Estacional DecidualFloresta Estacional SemidecidualFloresta Ombrófila (= Floresta Pluvial)Floresta Ombrófila MistaPalmeiralRestingaSavana Amazônica.[2]
Os gêneros mais representativos na flora brasileira são Lippia L., com 81 espécies, sendo 59 endêmicas, e Stachytarpheta Vahl, representado por 81 espécies, 75 endêmicas, ambos com maior riqueza nos cerrados e campos rupestres do Planalto Central e Cadeia do Espinhaço. Lantana L. está representado por 22 espécies na flora brasileira, das quais 12 são endêmicas

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