segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Goiabeira


Como ler uma infocaixa de taxonomiaGoiabeira
Psidium guajava
Psidium guajava
Classificação científica
Reino:Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Magnoliopsida
Ordem:Myrtales
Família:Myrtaceae
Género:Psidium
Nome binomial
Psidium guajava
L. 1753
Sinónimos
Guajava pyrifera (L.) Kuntze
Myrtus guajava (L.) Kuntze
Psidium guajava var. cujavillum (Burman) Krug & Urb.
Psidium guajava var. guajava
Psidium guava Griseb.
Psidium guayava Raddi
Psidium igatemyensis Barb. Rodr.
Psidium pomiferum L.
Psidium pumiferum L.
Psidium pumilum var. guadalupense DC.
Psidium pyriferum L.
A goiabeira (Psidium guajava L.) é uma pequena árvore frutífera tropical, nativa de toda a América, exceto México e Canadá[1].
Também é conhecida pelos nomes de araçá-guaçu, araçaíba, araçá-das-almas, araçá-mirim, araçauaçu, araçá-goiaba, goiaba, goiabeira-branca, goiabeira-vermelha, guaiaba, guaiava, guava, guiaba, mepera e pereira.
Apresenta três variedades:
  • Psidium guajava var. cujavillum (Burman) Krug & Urb. 1894
  • Psidium guajava var. guajava
  • Psidium guajava var. minor Mattos 1976

    Características[editar | editar código-fonte]

    Pequena árvore semidecídua de até 6 m de altura.
    Tronco
    Tronco tortuoso, de casca lisa descamante tanífera. Ramos novos quadrangulares e pubescentes.
    Folhas obovadas, cartáceas, descoloris, com até 12 cm de comprimento.
    Flor
    Flores pequenas, brancas, solitárias, formadas na primavera[2].
    Os frutos são bagas verdes ou amarelas de casca rugosa, com polpa suculenta doce-acidulada aromática, branca, rósea, avermelhada ou arroxeada, com muitos "caroços" (sementes). Amadurecem no verão.
    Goiaba
    As quatro pétalas da flor persistem na extremidade da goiaba.
    Na natureza, a goiaba é quase sempre atacada pelo bicho-da-goiaba, larva de mosca.

    Ocorrência[editar | editar código-fonte]

    Muito cultivada para a produção de frutos, em pomares domésticos ou comerciais, ocorre espontaneamente em todo o Brasil. É considerada planta invasora nos Estados Unidos.

    Cultivares no Brasil[editar | editar código-fonte]

    • goiaba "Amarela: de origem desconhecida, casca grossa, poucas sementes, polpa branca
    • goiaba-cascuda: casca muito espessa, polpa vermelha, própria para doces ou goiabada cascão
    • goiaba "Courtbel": de origem americana, frutos grandes de polpa vermelha espessa e firme, poucas sementes
    • goiaba "H. Açu": rústica e vigorosa, criada por Hiroshi Nagai, de Registro, SP; frutos grandes, polpa vermelha, firme e doce
    • goiaba "Kumagai": de mesa, selecionada em Campinas, SP; polpa branca, frutos até 480 g, poucas sementes
    • goiaba "Ogawa 2": plantas pequenas, frutos de casca lisa com peso até 400 g, polpa rosada espessa firme, muito doce, poucas sementes
    • goiaba "Paluma": criada pela UNESP-campus de Jaboticabal, SP; safra longa, frutos com 200 g, polpa vemelha firme, poucas sementes
    • goiaba "Rica": crida pela UNESP-Jaboticabal, SP; frutos até 250 g, polpa vermelha firme, espessa, leve acidez
    • goiaba "Pedro Sato": criada no Rio de Janeiro, frutos até 400 g, polpa rosada, firme, saborosa
    • goiaba "Supreme Red Ruby": origem americana, participou no melhoramento genético de vários cultivares
    • goiaba "Yonemura: polpa rosada, com poucas sementes[3]

    Usos[editar | editar código-fonte]

    As goiabas são consumidas principalmente in natura ou em forma de doces (goiabada), compotas, geleias, sucos e sorvetes. São muito usadas na indústria. Além de suas folhas poderem ser utilizadas para fins medicinais
    São ricas em vitamina C, com de 180 a 300 miligramas de vitamina por 100 gramas de fruta (mais do que a laranja ou o limão). Têm quantidades razoáveis de vitaminas A e do complexo B, além de sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro.

    Uso medicinal[editar | editar código-fonte]

    Em etnofarmacologia é usada para diarreias na infância. O chá, em bochechos e gargarejos, é usado para inflamações da boca e da garganta ou em lavagens de úlceras e na leucorréia[4][5].
    As folhas têm óleo volátil rico em sesquiterpenos, entre eles o bisaboleno, além do dietoximetano e dietoxetano que dão o aroma dos frutos. O principal componente do óleo das sementes é o ácido linoleico[6][7].
    O extrato aquoso do "olho" (broto) da goiabeira tem intensa atividade contra Salmonela, Serratia e Staphylococcus, grandes responsáveis pela diarreias de origem microbiana. A atividade é mais forte na variedade de polpa vermelha, e mais fraca nas folhas adultas e casca

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