sexta-feira, 16 de março de 2018

ANGICO DA MATA


COMO CULTIVARSemeadura: recomenda-se semear duas sementes em 
sacos de polietileno com dimensão mínima de 20 cm de 
altura e 7 cm de diâmetro, ou em tubetes de polipropileno 
de tamanho médio, entre 0,5 a 1 cm de profundidade 
(Dias et al., 1980; Marchetti, 1984). A repicagem deve ser 
efetuada entre uma a duas semanas após a germinação, ou 
quando as plântulas atingirem 3 a 4 cm de altura (Alcalay 
et al., 1988). Durigan et aI. (1997) mencionam que as 
plântulas desta espécie não reagem bem à repicagem. 
Desde tenra idade, a muda apresenta raiz pivotante 
acentuada, em relação às secundárias ou laterais. 
Germinação: epígea, com início entre três e 40 dias após 
a semeadura. O poder germinativo é alto (até 100%); 
média de 70%. As mudas atingem porte adequado para 
plantio, cerca de cinco meses após a semeadura. Mudas 
superiores a 40 cm de altura são de difícil pegamento no 
campo. Segundo Durigan et aI. (1997), as mudas ficam 
prontas em cerca de seis meses e não devem ser 
mantidas muito tempo em viveiro, pois a mortalidade de 
mudas grandes costuma ser alta. 
Cuidados especiais: em Minas Gerais e no Rio Grande do 
Sul, recomenda-se o uso de mudas em raiz nua, para o 
plantio (Amaral & Araldi, 1979). É recomendado o uso de 
serragem e sepilho para proteção de canteiros de 
semeadura (Ramos, 1981; Ramos et al., 1983). 
Associação simbiótica: as raízes de angico-gurucaia 
associam-se com Rhizobium, formando nódulos coralóides 
e com atividade da nitrogenase (Faria et al., 1984); 
aparenta ser espécie promíscua (Carvalho & Carpanezzi, 
1982). Recomenda-se espalhar no viveiro, um pouco de 
terra retirada sob angicos velhos, para inoculação.
de altura e 40 a 70 cm de DAP, podendo atingir até 35 m 
de altura e 140 cm de DAP, na idade adulta. 
Tronco: cilíndrico, raramente reto e comumente um pouco 
inclinado, com base reforçada por apresentar raízes 
tabulares. Fuste curto quando isolado e médio (5 a 8 m) ou 
longo (até 13 m de comprimento) na floresta primária. 
Ramificação: dicotômica irregular ou simpodial. Copa 
corimbiforme alta e ampla, com folhagem densa verdeescura, 
muito semelhante à de Peltophorum dubium 
(canafístula) . 
Casca: com espessura de até 30 mm. A casca externa é de 
cor marrom-escura a castanho-avermelhado ou castanhoocre, 
com leves fissuras, pouco aderidas, que se 
desprendem em placas de até 10 cm de comprimento e que 
permanecem parcialmente aderidas à casca interna pela 
parte superior. A casca interna é dura, parda-avermelhada, 
exsuda goma quando ferida, de textura fibrosa. 
Folhas: compostas paripinadas, com três a nove pares de 
pinas opostas; cada pina com doze a 30 pares de folíolos; 
folíolos sésseis de 10 mm de comprimento e 2 mm de 
largura, linear-falcados com nervura principal submarginal; 
pecíolo com até 4 cm de comprimento, com glândula 
peciolar grossa, séssil, alongada e uma a duas 
glândulas menores, redondas, entre os pares apicais. 
Flores: hermafroditas, de coloração verdosa-amarelada, 
de 2 a 5 mm de comprimento, numerosas, reunidas em 
espigas axilares e apicais, cilíndricas, com 4 a 10 cm de 
comprimento, sobre pedúnculos de 1 cm. 
Fruto: legume típico articulado, plano, deiscente; as 
valvas se abrem desde o ápice até a porção média, 
permanecendo o resto unido pela sutura; de consistência 
subcoriácea e de coloração pardo-avermelhado-escura, 
com 6 a 15 cm de comprimento e 1,5 a 2 cm de largura, 
com margens irregularmente contraídas, apresentando a 
ponta prolongada em acúmem de 1 cm de comprimento; 
estípete com 7 a 10 mm de comprimento (Lima, 1985). 
Cada fruto contém três a doze sementes, dispostas uma 
só série, não sobrepostas. 
Semente: com tegumento de cor róseo-clara, com 7 a 
15 mm de comprimento e 12 a 15 mm de largura, lisa, 
brilhante, muito comprimida lateralmente, plana, evadoorbicular, 
medindo 7 a 13 mm de comprimento e 13 a 
1'5 mm de largura, geralmente com um pequeno funículo 
aderente de 2 a 5 mm de comprimento, circundada por 
estreita ala membranácea, que se rompe com facilidade, 
deixando transparecer o embrião.

Chrysopogon zizanioides , comumente conhecido como vetiver e khus , é um capim pereneda família Poaceae

  Chrysopogon zizanioides  , comumente conhecido como  vetiver  e  khus , é um  capim  perene da  família  Poaceae Chrysopogon zizanio...