| COMO CULTIVAR | Semeadura: recomenda-se semear duas sementes em sacos de polietileno com dimensão mínima de 20 cm de altura e 7 cm de diâmetro, ou em tubetes de polipropileno de tamanho médio, entre 0,5 a 1 cm de profundidade (Dias et al., 1980; Marchetti, 1984). A repicagem deve ser efetuada entre uma a duas semanas após a germinação, ou quando as plântulas atingirem 3 a 4 cm de altura (Alcalay et al., 1988). Durigan et aI. (1997) mencionam que as plântulas desta espécie não reagem bem à repicagem. Desde tenra idade, a muda apresenta raiz pivotante acentuada, em relação às secundárias ou laterais. Germinação: epígea, com início entre três e 40 dias após a semeadura. O poder germinativo é alto (até 100%); média de 70%. As mudas atingem porte adequado para plantio, cerca de cinco meses após a semeadura. Mudas superiores a 40 cm de altura são de difícil pegamento no campo. Segundo Durigan et aI. (1997), as mudas ficam prontas em cerca de seis meses e não devem ser mantidas muito tempo em viveiro, pois a mortalidade de mudas grandes costuma ser alta. Cuidados especiais: em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, recomenda-se o uso de mudas em raiz nua, para o plantio (Amaral & Araldi, 1979). É recomendado o uso de serragem e sepilho para proteção de canteiros de semeadura (Ramos, 1981; Ramos et al., 1983). Associação simbiótica: as raízes de angico-gurucaia associam-se com Rhizobium, formando nódulos coralóides e com atividade da nitrogenase (Faria et al., 1984); aparenta ser espécie promíscua (Carvalho & Carpanezzi, 1982). Recomenda-se espalhar no viveiro, um pouco de terra retirada sob angicos velhos, para inoculação. | de altura e 40 a 70 cm de DAP, podendo atingir até 35 m de altura e 140 cm de DAP, na idade adulta. Tronco: cilíndrico, raramente reto e comumente um pouco inclinado, com base reforçada por apresentar raízes tabulares. Fuste curto quando isolado e médio (5 a 8 m) ou longo (até 13 m de comprimento) na floresta primária. Ramificação: dicotômica irregular ou simpodial. Copa corimbiforme alta e ampla, com folhagem densa verdeescura, muito semelhante à de Peltophorum dubium (canafístula) . Casca: com espessura de até 30 mm. A casca externa é de cor marrom-escura a castanho-avermelhado ou castanhoocre, com leves fissuras, pouco aderidas, que se desprendem em placas de até 10 cm de comprimento e que permanecem parcialmente aderidas à casca interna pela parte superior. A casca interna é dura, parda-avermelhada, exsuda goma quando ferida, de textura fibrosa. Folhas: compostas paripinadas, com três a nove pares de pinas opostas; cada pina com doze a 30 pares de folíolos; folíolos sésseis de 10 mm de comprimento e 2 mm de largura, linear-falcados com nervura principal submarginal; pecíolo com até 4 cm de comprimento, com glândula peciolar grossa, séssil, alongada e uma a duas glândulas menores, redondas, entre os pares apicais. Flores: hermafroditas, de coloração verdosa-amarelada, de 2 a 5 mm de comprimento, numerosas, reunidas em espigas axilares e apicais, cilíndricas, com 4 a 10 cm de comprimento, sobre pedúnculos de 1 cm. Fruto: legume típico articulado, plano, deiscente; as valvas se abrem desde o ápice até a porção média, permanecendo o resto unido pela sutura; de consistência subcoriácea e de coloração pardo-avermelhado-escura, com 6 a 15 cm de comprimento e 1,5 a 2 cm de largura, com margens irregularmente contraídas, apresentando a ponta prolongada em acúmem de 1 cm de comprimento; estípete com 7 a 10 mm de comprimento (Lima, 1985). Cada fruto contém três a doze sementes, dispostas uma só série, não sobrepostas. Semente: com tegumento de cor róseo-clara, com 7 a 15 mm de comprimento e 12 a 15 mm de largura, lisa, brilhante, muito comprimida lateralmente, plana, evadoorbicular, medindo 7 a 13 mm de comprimento e 13 a 1'5 mm de largura, geralmente com um pequeno funículo aderente de 2 a 5 mm de comprimento, circundada por estreita ala membranácea, que se rompe com facilidade, deixando transparecer o embrião. |
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sexta-feira, 16 de março de 2018
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