quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Goji

 Lycium barbarum, Bagas-de-goji, Goji berry, Lício da Barbária, Wolfberry
Goji ou goji berry é o nome comum do fruto das espécies relacionadas Lycium barbarum e L. chinense. O goji é um arbusto decíduo e frutífero, que pertence à família das solanáceas (a mesma do tomate e da batata), e é muito popular na China, por ser um alimento saboroso e funcional, considerado até mesmo como remédio. Atualmente o goji vem ganhando apreciadores no mundo todo com a difusão da cultura oriental no Ocidente.
O goji apresenta caule ramificado, com ramagem esparsa, espinhosa, e textura inicialmente herbácea, que vai gradualmente lignificando com o tempo. Seu porte varia de 1 a 4 metros de altura, mas geralmente não ultrapassa 2 metros. As folhas são lanceoladas a ovaladas, verdes, mebranáceas, e podem ser solitárias e alternas ou fasciculadas e em grupos de até três folhas. As flores são hermafroditas, axilares e crescem no verão, em grupos de 1 a 3, apresentando cálice campanulado e corola em formato de funil, de cor roxa. Os frutos surgem no outono e são pequenas bagas oblongas ou ovóides, vermelhas e com cerca de 6 a 16 sementes marrons.
No paisagismo, o goji presta-se como arbusto isolado ou em grupos, sendo interessante para a formação de cercas vivas. Pode ser plantado em vasos e, se lhe for oferecido suporte e amarração, pode ser conduzido como trepadeira. As podas, realizadas após a frutificação, renovam a folhagem e estimulam a formação de um arbusto mais compacto e cheio. É uma espécie interessante para atrair passarinhos, que avidamente devoram os frutos saborosos. Na culinária pode ser consumido de diversas formas, sendo a mais comum, como fruto desidratado, de forma semelhante a uvas passas, podendo ser misturado ao iogurte ou aos cereais matinais. Seu sabor lembra o tomate, a cereja e a uva passa, com um toque de nozes. Ele pode, no entanto, ser consumido fresco, em sucos, geléias, licores, vinhos e até em pratos salgados, com frango, porco, legumes, sopas, saladas, molhos e arroz. As folhas são utilizadas como salada e no preparo de infusões. O goji é uma fruta muito nutritiva e carregada de vitaminas, fibras, minerais e antioxidantes naturais, como Vitamina C e flavonóides. Na China, o consumo diário da fruta está relacionado com uma vida longa e saudável.
A colheita do goji deve ser cuidadosa. Os frutos são sensíveis e amassam com facilidade. A desidratação pode ser realizada ao sol. Cuidado: Há relatos de alteração dos níveis de coagulação sanguínea em pessoas idosas que ingeriram o chá. Não utilize como fitoterápico sem o conhecimento do seu médico. Há suspeita também de que o fruto verde seja tóxico. Consuma sempre bem maduro.
Deve ser cultivado sob sol pleno, em solo fértil, levemente alcalino, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Aprecia climas quentes e secos, mas é capaz de se adaptar a ambientes úmidos. Apesar de tolerar o frio, é interessante seu cultivo em estufas no inverno rigoroso de locais temperados. A frutificação inicia-se cerca de 1 a 3 anos após o plantio. Multiplica-se por estaquia de ramos lenhosos e por sementes que germinam com facilidade.

Medicinal:

  • Indicações: afecções da visão, afecções do fígado, envelhecimento, impotência sexual, alterações da prostata, doenças cardiovasculares, inflamações, infecções, fraqueza geral, degeneração muscular, glaucoma, anemia, câncer, infertilidade, colesterol alto
  • Propriedades: tônico geral, fortificante, antioxidante, antiinflamatório, imunoestimulante, antienvelhecimento, imunomodulador, neuroprotetor, anticâncer, antibiótico, sedativo, anti-anêmico, protetor hepático, protetor vascular
  • Partes Utilizadas: frutos, folhas, raízes, cascas do caule

Alerta:

Todas as partes da planta podem conter substâncias tóxicas. Há relatos de alteração dos níveis de coagulação sanguínea em pessoas que ingeriram a planta ou seu chá. Não utilize como medicamento sem o conhecimento do seu médico.

Babosa

 Aloe arborescens, Aloé, Aloé-candelabro, Aloé-do-natal, Babosa-de-arbusto, Caraguatá, Caraguatá-de-jardim, Erva-babosa, Erva-de-azebra
A babosa é uma planta suculenta muito versátil e popular, com aplicações medicinais, cosméticas e paisagísticas. Seu porte é arbustivo, atingindo de 0,5 a 3 metros de altura. O caule é ramificado e com base lenhosa. As folhas se apresentam dispostas em roseta e são longas, carnosas, de cor verde azulada e com bordos denteados por espinhos agudos. Quando cortadas, as folhas revelam uma seiva transparente, como um gel. O florescimento da babosa se dá no inverno, despontando inflorescências altas, eretas e muito vistosas. As inflorescências são do tipo rácemo, com numerosas flores vermelhas, laranjas ou amarelas, tubulares e bastante atrativas para beija-flores e abelhas. Os frutos são do tipo cápsula.
Não surpreende o fato desta planta ser tão disseminada e cultivada no mundo todo, afinal, com tantos predicados era de se esperar que caísse no gosto popular. No jardim, com suas folhas e formas decorativas, a babosa presta-se para a formação de maciços densos, conjuntos com outras plantas ou mesmo em renques. É indicada especialmente para jardins rochosos ou áridos, em composições com cactos e outras suculentas, e para cercas vivas defensivas.
Esta suculenta também não pode faltar no jardim de ervas medicinais, pois é uma eficiente e rápida opção para o tratamento de queimaduras, irritações e abrasões da pele, isso sem considerar todas as suas outras propriedades terapêuticas e cosméticas. Ela é considerada tão rica em princípios ativos quanto sua “prima” Aloe vera, a babosa-medicinal. Seu crescimento é moderado a rápido e necessita de pouca manutenção e cuidados, sendo uma boa opção para jardineiros iniciantes. Cuidado: a babosa pode ser alergênica para algumas pessoas e sua ingestão não é recomendada sem supervisão médica.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo bem drenável, leve, enriquecido com matéria orgânica e irrigado a intervalos regulares. A babosa é extremamente rústica e capaz de tolerar condições extremas como estiagem, solos inférteis, altitude elevada, frio, variações bruscas de temperatura e ventos. Adapta-se a uma ampla faixa climática, desde regiões subtropicais até equatoriais. Não resiste a geadas fortes. Multiplica-se por separação das mudas formadas entorno da planta mãe, assim como estaquia de folhas ou caule e, mais raramente, por sementes postas a germinar na primavera.

Medicinal:

  • Indicações: afecções da pele e anexos, reumatismo, úlceras, anemia, prisão de ventre, verminose, câncer, AIDS, imunodepressão, infecções respiratórias
  • Propriedades: laxante, antiinflamatória, antibiótica, antiviral, anticârcinogênica, cicatrizante, antipruriginosa, hidratante, tônica, estimulante, anti-helmíntica, emenagoga, emoliente
  • Partes Utilizadas: folhas, seiva

Chapéu-chinês

 Holmskioldia sanguinea, Chapéu-chinês-amarelo, Chapéu-chinês-vernelho, Chapéu-de-mandarim, Holmskioldia-vermelha
O chapéu-chinês é uma planta arbustiva, de textura semi-lenhosa de florescimento muito ornamental e peculiar. Apresenta ramos longos, um tanto pendentes e folhas ovaladas, com bordos serrilhados e pontas afiladas. As flores são um espetáculo à parte, possuem formato de trompete com o cálice em formato de chapéu, o que deu origem ao nome popular. As flores são originalmente vermelhas ou alaranjadas, mas ocorre uma variedade completamente amarela. A floração ocorre na primavera e no verão.
Ganha destaque especial quando plantado isolado, sobre extensos gramados, mas também forma excelentes renques em grupos. Devido aos ramos longos, pode ser conduzido como trepadeira sobre treliças e outros suportes, desde que adequadamente tutorada e amarrada. É considerada uma planta troquilógama, isto é, apropriada para a alimentação dos beija-flores.
Deve ser cultivado sempre sob pleno sol, embora tolere a sombra parcial, em substrato rico em matéria orgânica, com boa drenagem. Adubações anuais e regas regulares garantem uma floração abundante. As podas contribuem para uma forma mais compacta e arredondada, pois estimulam a ramificação e a renovação da ramagem. Multiplica-se por estaquia.

Kaizuka

 Juniperus chinensis torulosa, Caiazuka, Caizuca, Cipreste-kaizuka, Junípero-chinês, Kaiazuca
O Kaizuka é uma pequena árvore de forma cônica ou colunar e de aspecto escultural e muito decorativo. Seus ramos são ramificados e compactos, com folhas pequenas e comprimidas, que lhe conferem uma textura bastante densa. Este cipreste ainda tem uma particularidade que encanta, suas formas espiraladas e retorcidas lembram um suspiro de confeitaria, caprichosamente esculpido. As folhas jovens, das pontas dos ramos, são alongadas, em forma de agulha e as adultas são escamosas, todas de coloração verde escura e brilhante.
Este cipreste aristocrático e charmoso é apropriado para jardins de estilo europeu e oriental. Suas formas esculturais são muito valorizadas quando plantado isolado e livre de podas, podendo alcançar 5 metros. Também presta-se para o cultivo em renques, formando belas cercas-vivas topiadas ou não, com excelente capacidade de isolar o jardim do pó e do ruído das ruas. De crescimento lento a moderado, adapta-se muito bem à vasos, inclusive é bastante utilizado na arte do bonsai.
Devem ser cultivados sob pleno sol em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. É tolerante à salinidade e após estabelecido torna-se tolerante a seca. Originário de clima temperado, o kaizuka no entanto adapta-se muito bem ao clima subtropical ou mediterrâneo e é capaz de tolerar o clima tropical, desde que fique longe de locais úmidos. Multiplica-se por estacas das pontas dos ramos.

Jacobínia-amarela

 Justicia aurea, Jacobina-amarela, Pluma-dourada, Camarão-ouro, Justícia-amarela
A jacobínia-amarela é um arbusto lenhoso e florífero, nativo de regiões costeiras da América Central e do México. Em seu habitat, podem alcançar até 6 metros de altura, embora em cultivo geralmente cheguem a 2,5 metros. Seus ramos são pubescentes a tomentosos quando jovens, pouco ramificados. As folhas são simples, opostas, ovadas a elípticas, acuminadas, brilhantes, com nervuras bem marcadas e margens crenuladas. Floresce durante o ano todo, com mais intensidade na primavera e verão. Suas inflorescências são do tipo espiga, densas, eretas, compostas por numerosas flores tubulares, de corola amarela e muito atrativas aos beija-flores.
A jacobínea-amarela é uma planta que se destaca por suas grandes e chamativas inflorescências que se formam ao longo de todo ano. Além disso, por suas folhas largas e textura solta, empresta um ar tropical onde quer que seja utilizada. Pode acrescentar charme a um recanto sombreado no jardim, assim como em renques ao longo de muros, ou isolada em entradas de casas, varandas, etc. Ainda pode ser plantada junto às colunas, sendo conduzida como se fosse uma trepadeira, com um pouco de tutoramento. Vai muito bem em ambientes internos, que recebam muita luz direta, como embaixo de clarabóias ou bem próximo às janelas. Neste caso, plante em vasos bem amplos, para que possa desenvolver bem o sistema radicular.
Deve ser cultivada em local semi sombreado, com solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Não tolera estiagem ou frio intenso, principalmente em locais sujeitos a geadas. Em áreas litorâneas cultive sob sol pleno. Aprecia o clima tropical, com calor e umidade na maior parte do tempo, mas não tolera encharcamento por tempo prolongado. Pode a jacobínea-amarela no final do inverno, para estimular sua ramificação e renovação da folhagem. Nesta ocasião aproveite para fertilizar a planta com adubos de liberação lenta. Durante o florescimento, é interessante remover as flores velhas, para estimular a formação de novos botões. Multiplica-se por estacas postas a enraizar após a floração, por ocasião da poda.

Chrysopogon zizanioides , comumente conhecido como vetiver e khus , é um capim pereneda família Poaceae

  Chrysopogon zizanioides  , comumente conhecido como  vetiver  e  khus , é um  capim  perene da  família  Poaceae Chrysopogon zizanio...