quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Iuca-mansa

 Yucca filamentosa, Agulha-de-adão, Iuca
A Iuca-mansa é uma planta arbustiva, de textura semi-lenhosa, desprovida de caule e largamente utilizada no paisagismo, devido à sua beleza e rusticidade. Ela apresenta folhas verde-azuladas, longas, lanceoladas, basais e dispostas em roseta. Com o crescimento das folhas, soltam-se das margens fibras curvilíneas, brancas, que podem desaparecer nas folhas velhas. Existem ainda muitas cultivares de iuca-mansa, com folhas variegadas de creme ou amarelo. As formas variegadas mais importantes são a “Bright Edge”, a “Golden Sword” e a “Ivory Tower”.
A inflorescência da iuca é alta, cônica, em espiga e alcança até 3,5 metros. As flores são pendulares, numerosas, de coloração branca, branca-creme ou esverdeadas, perfumadas à noite. O florescimento ocorre no verão, nas plantas mais velhas e que recebem a luz direta do sol. Elas são polinizadas pela mariposa-da-iuca (Tegeticula maculata) e, após a polinização cruzada, produzem frutos do tipo cápsula, com sementes negras e brilhantes. Após a floração e frutificação a planta morre e dá origem a filhotes, que surgem na base.
A iuca-mansa é uma planta extremamente rústica, adequando-se a uma ampla variedade climática, sendo capaz de tolerar a seca, calor intenso e mesmo neve ou geadas. Além disso, é resistente aos avanços de cães e gatos. Por estes motivos é uma ótima escolha para compor bordaduras, maciços ou conjuntos no jardim. Ela é especialmente indicada para jardins de pedra e áridos. Também pode ser cultivada em vasos e jardineiras, adornando pátios, terraços e interiores bem iluminados.
Curiosidades: Os índios norte-americanos a têm como medicinal, utilizam as fibras das folhas no artesanato e o extrato das raízes na fabricação de sabões e xampús. As flores da iuca-mansa são comestíveis, sendo preparadas em saladas ou cozidas. Diz-se que tem sabor de endívias.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solos arenosos ou rochosos, sendo bastante resistente à estiagem. Não tolera solos mal drenados e encharcamentos prolongados. Seu crescimento é lento, mas a haste floral cresce depressa. Multiplica-se por estacas de raízes, pela separação das mudas formadas em torno da planta mãe e mais raramente, por sementes.

Figueira-lira

 Ficus lyrata, Ficus-lira, Figueira-violino
A figueira-lira é uma árvore perenifólia, tropical, nativa do oeste da África, e cultivada no mundo inteiro por suas qualidades como ornamental. Popularizou-se recentemente seu uso na decoração de interiores, onde denota grande efeito. Em seu habitat é comum iniciar sua vida como uma planta epífita, crescendo sobre outras árvores, de forma que com o tempo as plantas hospedeiras são sufocadas pela falta de luz e pela pressão das raízes e podem morrer. Não possui raízes aéreas, ao contrário de muitas outras espécies do mesmo gênero. O caule geralmente ramifica-se desde a base ou à pouca altura. A copa é arredondada e bem fechada, oferecendo sombra farta. Suas folhas são grandes, alternas, coriáceas, brilhantes, com nervuras bem marcadas, margens onduladas e formato de lira – o instrumento musical – o que lhe valeu o nome científico “lyrata“. Exemplares bem adaptados produzem figos (inflorescências do tipo sincônio) pequenos, esverdeados e com manchinhas claras, que dificilmente conterão sementes fora do seu habitat, devido à ausência da vespa polinizadora específica da espécie.
Foto de Forest & Kim Starr
Foto de Forest & Kim Starr
É comum sua utilização na arborização urbana, embora as árvores do gênero Ficus não sejam muito indicadas para passeios ou canteiros centrais, devido ao porte adulto e crescimento superficial do sistema radicular, que acaba destruindo a pavimentação. No entanto ela é perfeita para parques, praças e áreas amplas, onde pode se desenvolver livremente e oferecer sombra fresca aos frequentadores. A figueira-lira também é considerada uma árvore excelente para absorver e bloquear a poluição sonora. Assim, é interessante plantá-la na forma de renques para isolar áreas barulhentas. Contudo, a última tendência é seu uso em interiores, sendo bem valorizada em vasos de cerâmica vietnamita, que pode adornar salas de estar, banheiros, quartos, escritórios, halls de entrada, varandas, sacadas, etc. Neste locais seu crescimento tende a ser mais lento, e sua folhagem mais esparsa, mas muito decorativa. Para manter a árvore com porte adequado a estes ambientes, pode o topo de tempos em tempos.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, sendo que mesmo em interiores, prefere locais bem iluminados, como próximo a janelas onde bate sol. O solo para o cultivo deve ter boa capacidade de retenção de umidade, enriquecido com matéria orgânica, arejado e drenável. Irrigue regularmente, sem encharcar. Evite deixá-la em ambientes com ar condicionado constante, pois o ar seco deixará suas folhas com os bordos queimados. Plantas envasadas se beneficiam de aplicações quinzenais de adubos foliares. Costuma ser bastante resistente a pragas e doenças, mas pode ser acometida por cochonilhas. Árvores plantadas diretamente no jardim necessitam de irrigação suplementar no primeiro ano de implantação e em períodos de estiagem. Não resiste a geadas ou frio intenso. Multiplica-se por estaquia e alporquia.

Alerta:

Planta tóxica. Mantenha fora do alcance de filhotes de animais e crianças pequenas.

Gengibre-magnífico

O gengibre-magnífico ou sorvetão é uma planta herbácea tipicamente tropical que pode ser encontrada crescendo naturalmente nas florestas ao sul da Tailândia. Suas hastes surgem ao longo do forte rizoma, são eretas, semelhantes a cana, e podem alcançar cerca de 1,5 a 2 metros de altura. Suas folhas são verdes, longas e aveludadas na página inferior. As inflorescências surgem na base da planta, oriundas diretamente do rizoma. Elas são sustentadas por hastes fortes, eretas, com cerca de 40 cm. As flores brancas ou amareladas são de valor ornamental secundário, pois são pequenas e abrem-se gradualmente entre as brácteas.
As brácteas são dispostas formando alvéolos, essa textura peculiar rendeu-lhe o nome de Beehive Ginger (gengibre-colméia) em inglês. O conjunto da inflorescência tem um aspecto cilíndrico a fusiforme, semelhante a um abacaxi. Quando jovens, as brácteas tomam uma coloração esverdeada a amarelo-pálida e, com o tempo vão tornando-se vermelhas. As inflorescências do gengibre-magnífico são muito duráveis e utilizadas como flor-de-corte em belos arranjos tropicais.
No paisagismo, o gengibre-magnífico encaixa-se perfeitamente em renques junto a muros ou em maciços sob a copa das árvores. Sua folhagem tropical é muito bonita, mas sensível a queimaduras, portanto deve-se evitar a luz direta do sol. Em condições ideais seu crescimento é rápido. Também pode ser plantada em vasos e jardineiras, tendo desta forma seu crescimento controlado. As inflorescências surgem no verão e tem o perfume típico de gengibre.
Deve ser cultivada sob meia-sombra, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e mantido úmido. Aprecia o calor e a umidade tropicais sendo perene em climas quentes assim. No entanto pode ser cultivada em climas subtropicais, mediterrâneos ou temperados, mas entra em dormência no inverno e deve ser protegida do frio rigoroso em estufas. Multiplica-se por estaquia do caule, sementes e mais facilmente por divisão das touceiras.

Alecrim

O alecrim é uma espécie arbustiva, muito ramificada, que pode alcançar 1,5 metros de altura. Seu nome científico Rosmarinus significa em latim “orvalho que vem do mar”, essa denominação foi dada pelos romanos devido ao aroma da planta, que vegetava espontaneamente em regiões litorâneas.
As hastes do alecrim são lenhosas e as folhas são filiformes, pequenas e sempre verdes na parte superior e esbranquiçadas no verso, com pêlos finos e curtos. As flores são axilares e podem ser azuis, brancas, roxas ou róseas. Floresce durante o ano todo. São muitas as variedades de alecrim, com porte maiores ou menores e cores diferentes de folhas e flores.
O alecrim é indispensável nos jardins mediterrâneos. E podemos plantar variedades arbustivas que servem inclusive para topiaria ou variedades com porte herbáceo, para canteiros e bordaduras. É uma planta extremamente útil, pois têm vocação medicinal, religiosa e culinária. Pode ser acrescentado fresco ou seco à pratos de frango, porco, cordeiro, cabrito, vitela e caça, além de aromatizar óleos, sopas, sucos, etc.

Medicinal:

  • Indicações: reumatismo, depressão, cansaço, gases intestinais, debilidade cardíaca, inapetência, cicatrização de feridas
  • Propriedades: estimulante, anti-espasmódico, vasodilatador, anti-séptico, digestivo
  • Partes Utilizadas: flores, folhas

Áster-arbustiva

 Symphyotrichum tradescantii, Monte-cassino
De aspecto delicado e charmoso, a áster-arbustiva é uma planta muito florífera. Ela apresenta ramagem bastante ramificada e folhas filiformes e pequenas, de coloração verde-escura. Os ramos vão lignificando com o tempo e desta forma tornam-se de cor marrom. As flores reúnem-se em capítulos pequenos, com pétalas brancas e centro amarelo e saliente, muito parecidas com margaridinhas.
É muito conhecida e utilizada como flor-de-corte, assemelhando-se ao mosquitinho (Gypsophila paniculata) nesta função. Contudo, pode ser aproveitada no paisagismo, adequando-se a bordaduras, maciços e composições, isolada ou grupos, e até mesmo em vasos e jardineiras. Sua floração ocorre no verão.
Devem ser cultivadas à pleno sol, em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Tolerante ao frio subtropical. Apesar de perene, perde o viço com o tempo e os canteiros devem ser reformados anualmente. Multiplica-se por sementes e por estaquia.

Chrysopogon zizanioides , comumente conhecido como vetiver e khus , é um capim pereneda família Poaceae

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