sexta-feira, 7 de julho de 2017

Capim Limão

O Capim Limão, para que serve.

Cymbopogon citratus

Descrição : Planta perene, que forma enorme touceiras de folhas finamente estriadas, de cerca de 60 a 80 centímetros de altura, com margens cortantes, exalando um forte odor de limão. Flores agrupadas em pequenas espigas, formando várias touceiras, com rizoma curto. Suas folhas finamente estriadas, são ásperas e com margens cortantes. Seu aroma forte e penetrante, semelhante ao do limão, desaparece quando as folhas ficam secas.
Parte utilizada: Folhas, rizoma e raízes frescas ou secas.
Curiosidade : É a planta que aguda a preservar as estradas, pois firma o solo impedindo a erosão, daí ser conhecida como o nome chá da estrada. Vegeta em abundância nas regiões tropicais e temperadas, preferindo terrenos pouco úmidos. Cresce espontaneamente, mas não suporta regiões frias. Permite numerosos cortes da folha o ano todo.
Origem : Índia, tendo sido trazida para o Brasil pelo colonizadores.
Modo de Conservar : Corte as folhas juntamente com os rizomas e deixe secar em local ventilado, à sombra, após o que devem ser guardadas em sacos de papel ou de pano. De preferência, deve ser usada a planta fresca ao fazer infusão.
Cultivo: A planta prefere terrenos pouco úmidos, vegetando bem em regiões de clima tropical e temperado. Faz-se mudas desmembrando pedaços da touceira mãe, plantando em lugar bem ensolarado à um metro uma da outra. Cada muda vai formar uma nova touceira.
Princípios Ativos: (folhas) aldeídos, cetonas, ácidos, ésteres, sesquiterpenos e terpenos, citrol (mistura dos aldeídos neral e geraniol), saponinas álcoois (cimeropogonol e cimpogonol), alcaloides, óleos essenciais (com a-oxobisaboleno, borneol, b-cadineno, canfeno, car-3-eno, cineol, geranial, geraniol, citral), metileugenol, mirceno, cimbopogona, farnesol, fencona, cimbopogenol, cimbopogonol, isopulegol, acetato de geraniol, hexacosan-1-ol, humuleno, linalol, mentona, nerol, acetato de nerol, a e b-pineno, terpineol, terpinoleno, ocimeno, iso-orientina, a-canforeno, limoneno, dipenteno, citronelal, ácidos acético, p-cumárico, caféico, citronélico, gerânico, capróico, flavonoides (luteolina, luteolina-7-O-b-D-glicosídeo, b-sitosterol), aldeídos (isovaleraldeido, decilaldeido).
Indicações : É utilizado como refrigerante, diaforético, antifebrífugo, contra gases intestinais, dores musculares e torceduras. Contém citral, substância também encontrada na melissa, que lhe confere propriedades calmantes e sedativas. Como os óleos essenciais são voláteis, no preparo de infusões de folhas ou rizomas, não é necessário ferver muito, nem deixar em água quente por tempo prolongado. Para liberar os princípios ativos, bastam 10 minutos de calor ou fervura. O chá é bom para insônia e tônico depurativo em estados gripais febris. Propriedades ativas concentram-se nos óleos essenciais (citral e mirceno). Combate a erosão, tendo sido usado desde o Brasil Colônia para plantio à beira das estradas recém abertas.
Toxicologia : Contraindicado para os casos de dor abdominal de causa desconhecida e gastrite.
Efeitos colaterais: O capim-limão e classificado com 'GRAS' - geralmente reconhecido como seguro, pelo FDA americano.
Modo de usar:
- Infusão do rizoma: Clarear os dentes, tônico;
Decocção ou inalação: 10 a 20g/dia de folhas e/ou raízes;
- Infusão de 4 xícaras (café) de folhas frescas ou secas picadas em 1 litro de água. Tomar 1 xícara 2 a 3 vezes ao dia;
Infusão de 10 g de folhas secas em ½ litro de água quente. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia;
Unguento: esmagar 1 xícara das de chá de rizomas em 1 colher das de sopa de óleo de coco. Coar e fazer massagens tópicas para nevralgias e reumatismos.
Infusão de uma colher de sobremesa de rizoma fresco fatiado em uma xícara de água em fervura. Desligue o fogo, coe e deixe esfriar e faça bochechos, de 2 a 3 vezes ao dia: limpeza dos dentes e gengivas.
Um pedaço de rizoma ralado e 1 colher (sopa) de óleo de coco ou oliva. Coe e empregue em massagens, nos locais doloridos: reumatismo e dores musculares;
- Folhas batidas com água no liquidificador, coar e beber: refresco para dar ânimo dos dias de calor.
Para reumatismo e dores musculares: Esmague num pilão um pouco de rizoma com 1 col (sopa) de óleo de coco. Coe e empregue em massagens, nos locais doloridos. Faça uma infusão com 5 gs de folha ou rizoma para cada xícara de chá de água. Coe em seguida. Tome de duas a três xícaras por dia.
Para baixar a febre: Faça uma infusão com 1 xícara de chá de água e 1 xícara. de chá de folha ou rizoma fresco, ou metade se forem secos. Coe e tome quente.
Para insônia, nervosismo; ansiedade, psicoses; digestivo estomacal; gases intestinas; febres; lactante, em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sopa de folas frescas bem picadas e adicione água fervente. Abafe por 5 minutos e coe. Acrescente gotas de limão e adoce com mel. Tome 1 xícara de chá, de 1 a 2 vezes ao dia.
Reumatismo; contusões, dores musculares ; em um pilão coloque 1 xícara de café de rizomas frescos e 1 colher de sopa de óleo de coco. Amasse bem. espalhe em um pano ou gaze e aplique no local dolorido, 2 vezes ao dia.
Repelente de insetos : coloque várias folhas em um saco de pano. Guarde junto das roupas como aromatizante e ara repelir insetos. Troque as folhas quando estiverem secas e sem aroma.
Limpeza dos dentes e gengivas : coloque 1 colher de sobremesas de rizomas frescos fatiados em 1 xícara de chá de água em fervura. Desligue o fogo, coe e deixe amornar. Faça bochechos, de 2 a 3 vezes ao dia.
Aromaterapia : Estimulante do ânimo, levemente relaxante, indicado em pressão alta.
Capim Limão

CAPIM BARBA DE BODE

Aristida pallens

Descrição : Planta da família das Poaceae, também conhecida como barba-de-bode, capim-de-bode, goat's beard.
Princípios Ativos: Oligossacarídeos.
Propriedades medicinais: Diluente, aperiente.
Indicações: Engorgitamento (figado).
Capim Barba de Bode

CANTARELO

Cantharellus cibarius

Descrição : Planta da família das Cantharellaceae, também conhecido como girole e cogumelo ouro.
Seu chapéu mede de 4 a 10 cm, estendido e que acaba em forma de funil.
A margem é ondulada e delgada. A superfície é lisa, de cor amarelo vivo e apresenta uma depressão no centro.
Possui falsas lâminas dobradas, decorrentes e bifurcadas ao longo do pé, amarelo vivo.
O pé mede de 3 a 8cm atenuado para a base, curvado a meio, branco quando é jovem e depois amarelo.
É carnudo e tenro. Liberta um muito agradável odor frutado, sendo que os alemães o chamam de pfifferling devido ao seu odor frutado semelhantemente ao abricó. Muitos restaurantes requintados devem seu nome a essa espécie, amplamente conhecido por ser um dos cogumelos selvagens mais consumidos no mundo.
Habitat : Com uma ampla distribuição em vários continentes, foi descrito cientificamente pelo micologista sueco Elias Magnus Fries em 1821.
Origem : Norte da Europa.
TABELA NUTRICIONA: 
PROTEÍNAS0,8g
Gorduras Totais0,3g
Gorduras Saturadas0g
Carboidratos3,7g
Fibras2,1g
Calorias17k
Parte utilizada : Fruta.
Princípios Ativos: Rico em fibras, niacina cobre, ferro e potássio, rica fonte de ácido pantotênico.
Propriedades medicinais: Estudos científicos de 2007 relatam que o exato de cantarelo demonstrou possuir intensa ação inseticida e antimicrobiana, o extrato também é eficiente contra bactérias, vírus e leveduras. Em outro estudo o extrato inibiu um composto vinculado ao câncer e doenças inflamatórias e autoimunes.
Cuidados : Sua coloração é muito variável, debaixo dos carvalhos surge a variedade alborufescens, completamente branca mas que oxida ou se torna manchada de laranja ao ser tocada. Existem outros dois tipos muito parecidos, o Hygrophoropsis aurantiaca, o falso cantarel, perfeitamente comestível e o Omphalotus olearius, muito tóxico!
Veja um site com descrição de fungos, em inglês.
Descrição do fungo cantarelo no site naturdata.
Conheça o site portal dos jardins, muito bom.

Capeba

Pothomorphe umbellata

Descrição : Planta da família das piperaceae. Arbusto de 1 a 2 metros de altura, com ramos estriados e com pelos. Folhas ovaladas, arredondadas ou em forma de rim. As flores são minúsculas e distribuídas em espigas de até 10 cm de comprimento. Nativa brasileira, ocorre desde a Amazônia até o Rio de Janeiro, em solos estercados e úmidos, próximos ou em bosques, também conhecida como caena, paiparoba e aguascina.
Habitat: Ocorre em São Paulo, Minas Espírito Santo e sul da Bahia.
História: Muito popular no Brasil como planta medicinal após a introdução no país pelos escravos africanos, tornou-se invasora.
Partes utilizadas : Raízes.
Propriedades medicinais: antirreumática, antianêmica, antiespasmódica, antigonorréica, anti-inflamatória, colagogo, desobstruente, desopilante do fígado, diurética, emoliente, estomáquica, febrífuga, hemorróidas, laxativa, sudorífera, tônica, vermífuga.
Indicações : Diurética e desopilante do fígado, combate a febre e regula a menstruação. Usada contra a insuficiência hepática.
Princípios ativos : Óleo essencial, compostos fenólicos, esteróides, mucilagens, chavicina, pariparobina, jamborandina, piperatina, piperina.
Modo de Usar
- Infusão ou decocção de 30 grs de folhas em 750 ml de água. Tomar 3 xícaras, das de chá, diariamente: insuficiência hepática, atonias do estômago, hepatite, diurético (no caso de anúria), gonorreia;
- Pó das folhas, Tomar até 2 g por dose, duas vezes ao dia.
- Decocção das raízes: estimulante digestivo;
- Folhas cozidas como cataplasmas: lavagem de feridas, diminuir o inchaço de erisipelas, furúnculos, tumores, feridas, hemorróidas, filárias, machucaduras;
- Infusão ou decocção de folhas e raízes: malária, afecções do baço, fraqueza estomacal, gases, fermentação intestinal, prisão de ventre, resfriados, febres, anemia, escrofulose (tumores ganglionares de origem tuberculosas);
- infusão ou suco: 1 colher das de sopa das folhas em ½ litro de água: insuficiência hepática;
- vinho: macerar 2 colheres das de sopa de raiz em 1 garrafa de vinho branco por 15 dias. Tomar 1 cálice antes das principais refeições como estimulante da digestão;
- Alimento: sementes trituradas com óleo de linhaça. Fazer aplicações tópicas sobre furúnculos e abscessos;
- Decocção de casca do tronco: afecções respiratórias;
- decocção de raízes: febres, distúrbios gástricos, debilidade orgânica e afecções urinárias;
- Suco: uso tópico sobre queimaduras.
- Folha: preparar "charutos" recheados com carne, cenoura e temperos.
Uso pediátrico: Hepatites virais e síndrome pós hepatite.
Uso na gestação e na amamentação: Não há relatos de contraindicação. Mas devido à falta de testes conclusivos, deve-se evitar seu uso nos 3 primeiros meses de gestação e na amamentação.
Posologia: Adultos: 10 a 20ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água; 2g de erva seca (1 colher de sopa para cada xícara de água) em infusão até 3 vezes ao dia: Crianças de 2 a 5 anos: 2ml 3 vezes ao dia, às refeições: De 5 a 8 anos: 3ml 3 vezes ao dia, às refeições; De 8 a 12 anos: 4 ml 3 vezes ao dia, às refeições.
Superdosagem: Não há relatos de intoxicação por superdosagem. Caso ocorra deverá ser feito o esvaziamento gástrico por lavagem com soro fisiológico. Uso de sonda gástrica em sifonagem. Recomenda-se hidratação endovenosa para promover diurese abundante.
Toxicologia : Em dose acima da indicada pode provocar náuseas, vômitos, cólicas, diarreia, pequena elevação de temperatura, cefaleia, tremores nos membros que podem evoluir até a paralisia, erupções urticosas na pele, aumento da diurese.
Doses muito acima do normal pode causar inflamação colecistica e pielorenal, dores nas regiões, hepato-vesicular, lombar e vesical, ematuria, presença de cristais de oxalato, uratos, de bile e de alguns resíduos celulares, sedimentos e resina na urina.
Farmacologia: Os óleos essenciais, especialmente o carquejol, atuam sobre o hepatócito, aumentando a produção dabile e protegendo contra a peroxidação lipídica da membrana celular.
Os princípios amargos estimulam as papilas gustativas, aumento o apetite e a produção de suco gástrico.
Os flavonoides aumentam o débito urinário.
Sua farmacologia ainda é pouco pesquisada.
Alguns estudos sobre o fígado revelam que seu extraio provoca o aumento da Bile e tem ação em hepatites virais, mas não há estudos clínicos.
Impede a absorção de glicose no tubo digestivo, reduzindo a glicemia e causando efeito laxativo por osmose.
Farmacodinâmica: Possui ação colagoga e reduz a mortalidade e a incidência de lesões celulares do hepatócito submetido a agressões químicas e biológicas.
Usada como tônica digestiva, estomáquica, vermífuga, colagoga, litogoga, hipoglicemiante, diurética, laxativa discreta e antigripal; Usada na indústria de bebidas, substitui o lúpulo na fabricação de cerveja.
Toxicologia: Não apresenta, nas doses recomendadas. A dose tóxica é acima de 5 ml/kg
Capeba

CÂNFORA DE JARDIM

Artemisia camphorata

Descrição : Planta da família das Asteraceae
Também conhecida como canforeira, alcanfor, cânfora, cânfora-das-hortas, canforinha, canfrinho, macelinha canforada.
Os indígenas da região andina sempre conheceram e utilizaram a planta medicinalmente.
Partes utilizadas : Raízes, ramos e folhas.
Princípios Ativos: Óleos essenciais, derivados de cânfora (submetida a uma série de reações, desdobra-se em: borneol, isso-borneol, canfano, cimol carvacrol, quinona de cânfora, ácido canfórico).
Propriedades medicinais: Antinevrálgica, antiepiléptica, antirreumática, antisséptica, calmante, descongestionante das vias respiratórias, sedativa.
Indicações: Contusão, distúrbios neurológicos e cardíacos, distonias neurovegetativas com comprometimento cardiovascular, dor muscular, feridas, hemorragia uterina, neurose cardíaca, picada de inseto, reumatismo. dores musculares, picadas de insetos.
Contraindicações/cuidados: Em pacientes com ulceras gastrointestinais e doenças renais crônicas. Bebes e crianças abaixo dos 5 anos.
Efeitos colaterais: Não causa danos a saúde ou efeitos colaterais usada dentro das doses terapêuticas descritas.
O uso da planta fresca ou de seu óleo volátil em alias doses pode causar irritação da mucosa do trato gastrointestinal. O uso tópico da planta fresca por períodos longos pode causar irritação da pele.
Modo de usar:
Uso externo:
- Cataplasmas, compressas, fricções: 4 vezes ao dia:
- Infusão; - extrato bruto aquoso;
Alcoolatura: macerar as folhas na cachaça ou álcool de cereais, deixar em local escuro por dez dias. - utilizada no álcool, externamente: dores musculares, picadas de insetos, distúrbios neurológicos e cardíacos, feridas, contusões e hemorragia uterina.
Uso interno:
-Infusão : 3 a 4 folhas, 3 vezes ao dia ;
-Extrato bruto aquoso de 3 folhas, 3 vezes ao dia.
Posologia:
Adultos: Uso externo: Cataplasma das folhas frescas vaporizadas em água quente, 4 vezes ao dia ou; fricções com a tintura da planta inteira, 4 vezes ao dia; 10 a 20ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água; 8g de erva fresca (2 colheres de sopa para cada xícara de água) de panes aéreas em infuse 2 vezes ao dia, com intervalos menores que 12h e antes das 17h para infecções do trato urinário e como diurético.
A tintura pode ser usada topicamente em fricções no couro cabeludo e em compressas sobre a pele devendo ser retirada após 5 minutos.
A tintura das raízes expele ancilostomos; 8g de erva fresca (2 colheres de sopa para cada xícara de água) de partes aéreas em infuso com leite ou mel como expectorante; Suco das folhas frescas ou salada das folhas e flores, para todas as indicações na dose de 30g ao dia. Os botões florais e frutos podem ser consumidos sob a forma de conserva;
Crianças : acima dos 5 anos usam de 1/6 a 14 dose de acordo com a idade.
Cânfora de Jardim

Chrysopogon zizanioides , comumente conhecido como vetiver e khus , é um capim pereneda família Poaceae

  Chrysopogon zizanioides  , comumente conhecido como  vetiver  e  khus , é um  capim  perene da  família  Poaceae Chrysopogon zizanio...