quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Capim-dos-pampas

 Cortaderia selloana, Cana-dos-pampas, Cortadeira, Penacho-branco, Pluma
O capim-dos-pampas é gigante, chegando a 2,5 metros de altura. Suas inflorescências se parecem com grandes plumas e podem ser de coloração branca, amarelada ou arroxeada, formadas principalmente no verão. As folhas são longas, lineares e com bordas cortantes. Sendo um plantadiferente, sua beleza é ressaltada se utilizada isolada em gramados, podendo ser plantada em conjuntos. Presta-se também como flor de corte.
Deve ser cultivado a pleno sol, em solo fértil e com regas periódicas. Tolerante ao frio. Multiplica-se pela divisão da touceira.

Escova-de-garrafa

 Callistemon spp, Calistemo, Lava-garrafas
Escova-de-garrafa é o nome popular das plantas do gênero Callistemon. Este gênero possui 34 espécies catalogadas, sendo que a grande maioria delas é originária da Austrália. As escovas-de-garrafa apresentam porte arbustivo ou de arvoreta, alcançando de 3 a 7 metros de altura. Suas folhas são em geral pequenas, lanceoladas a lineares, verdes, sésseis, perenes e aromáticas, que vão se tornando bronzeadas com o tempo.
No entanto é nas inflorescências que reside o encanto desta árvore, elas tem um formato cilíndrico com numerosos estames, semelhantes às escovas utilizadas para lavar garrafas. Muito atrativas para os beija-flores, as flores surgem esparsas durante todo o ano e abundantes na primavera. No verão, elas dão lugar aos frutos, pequenos, lenhosos e bem aderidos aos ramos.
No paisagismo, a escova-de-garrafa se destaca como árvore isolada, principalmente na borda de lagos, onde seus ramos pendentes podem tocar a água graciosamente. Também presta-se para a formação de cercas-vivas, não compactas, mas muito vistosas se podadas regularmente. Outras composições podem ser feitas, dada a versatilidade desta planta de aspecto exótico e beleza singular.
Sua rusticidade e baixa manutenção, aliados ao seu crescimento moderado, fazem da escova-de-garrafa a árvore de eleição em muitos projetos paisagísticos. As espécies mais populares no paisagismo são a C. viminalis e a C. citrinus, mas há muitas variedades e híbridos com flores de coloração vermelha e algumas róseas e brancas também.
Devem ser cultivadas sob sol pleno, não sendo exigentes quanto à fertilidade do solo. Em geral adaptam-se muito bem a solos encharcados ou secos. Apreciam o frio subtropical ou mediterrâneo e toleram as geadas e o clima tropical. Podas radicais não são toleradas. Adubações anuais estimulam uma intensa floração. Multiplicam-se por sementes e por estaquia de ramos semilenhosos. Os pequenos frutos devem ser colhidos e armazenados em sacos de papel, em estufa morna e seca até a liberação das sementes.

Margarida-de-árvore

 Montanoa bipinnatifida, Margarida-de-maio, Flor-de-maio, Malmequer-arbóreo, Montanoa
A margarida-de-árvore é um arbusto ou arvoreta florífero e bastante ornamental, originária do México e difundida em países de clima tropical, embora seja ainda pouco cultivada. Seu caule é ramificado, inicialmente herbáceo e após cerca de 2 anos passa a se lignificar, gradativamente tomando estrutura para alcançar até dez metros de altura, embora geralmente não ultrapasse os três metros. As folhas são opostas, grandes, pubescentes, de cor verde-acinzentada, profundamente lobadas em 8 a 10 lobos acuminados, de margens serrilhadas, e longos pecíolos usualmente alados. Floresce no outono, despontando inflorescências do tipo panícula, muito ramificadas e compostas por numerosos capítulos. Cada capítulo, que tem o aspecto de uma flor, é uma inflorescência, com flores sésseis em um receptáculo cônico no centro, e flores liguladas na periferia, com pétalas brancas. Na espécie típica os capítulos são simples, mas ocorre ainda uma variedade de flores dobradas. O fruto é do tipo aquênio.
Podemos utilizar a margarida-de-árvore em plantios isolados ou em grupos no jardim. Indicada para amplos espaços, ela costuma crescer bastante tanto em altura quanto em diâmetro. Apresenta rápido crescimento, aliado à baixa manutenção. É interessante na composição de jardins com interesse o ano inteiro, já que seu florescimento é no outono, apesar de ser efêmera. Diz-se que o perfume de suas flores lembra delícias de confeitaria, como biscoitos recém assados. Também é bastante atrativa para abelhas de todos os tipos, que fazem um “zumzum” alvoroçado durante seu trabalho nas flores.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Sensível a geadas, embora a maioria dos exemplares afetados, rebrote com vigor na primavera. O ideal é plantá-la em local ensolarado, mas resguardado de ventos fortes. É interessante podar os ramos muito longos e pendentes, para estimular o crescimento ramificado. Multiplica-se por sementes e estacas na primavera e verão.

Tumbérgia-arbustiva

 Thunbergia erecta, Manto-de-rei
A tumbérgia-arbustiva é uma planta ereta como o próprio nome diz. Ela apresenta folhas pequenas, opostas, verde-escuras e ovaladas. O caule é de textura lenhosa, marrom acinzentado e muito ramificado. Produz numerosas flores axilares, grandes e tubulares, de coloração azul com o centro amarelo, durante todo ano, mas principalmente na primavera e verão. Ocorre também uma cultivar de flores brancas com o centro amarelo. A floração perfumada atrai beija-flores, mamangavas e borboletas.
É um arbusto muito florífero, de porte médio, alcançando 2,5 m de altura, excelente para a formação de cercas vivas e renques junto a muros. No entanto, o aspecto mais compacto da planta só é obtido a pleno sol, com podas de formação. Também pode ser plantada isolada e é facilmente conduzida como trepadeira sobre suportes apropriados. Adapta-se a uma ampla faixa de clima, mas prefere o tropical e o subtropical. É uma planta versátil que pode se encaixar nos mais diversos estilos de jardins.
Devem ser cultivadas a pleno sol ou meia sombra, em solo fértil, bem drenável e enriquecido com matéria orgânica. Aprecia regas regulares e adubações anuais, e é moderadamente tolerante à seca. Apesar de ter folhagem perene, comporta-se como decídua em locais de clima temperado, rebrotando com vigor na primavera. Multiplica-se por sementes, mas mais facilmente por estaquia.

Iuca-mansa

 Yucca filamentosa, Agulha-de-adão, Iuca
A Iuca-mansa é uma planta arbustiva, de textura semi-lenhosa, desprovida de caule e largamente utilizada no paisagismo, devido à sua beleza e rusticidade. Ela apresenta folhas verde-azuladas, longas, lanceoladas, basais e dispostas em roseta. Com o crescimento das folhas, soltam-se das margens fibras curvilíneas, brancas, que podem desaparecer nas folhas velhas. Existem ainda muitas cultivares de iuca-mansa, com folhas variegadas de creme ou amarelo. As formas variegadas mais importantes são a “Bright Edge”, a “Golden Sword” e a “Ivory Tower”.
A inflorescência da iuca é alta, cônica, em espiga e alcança até 3,5 metros. As flores são pendulares, numerosas, de coloração branca, branca-creme ou esverdeadas, perfumadas à noite. O florescimento ocorre no verão, nas plantas mais velhas e que recebem a luz direta do sol. Elas são polinizadas pela mariposa-da-iuca (Tegeticula maculata) e, após a polinização cruzada, produzem frutos do tipo cápsula, com sementes negras e brilhantes. Após a floração e frutificação a planta morre e dá origem a filhotes, que surgem na base.
A iuca-mansa é uma planta extremamente rústica, adequando-se a uma ampla variedade climática, sendo capaz de tolerar a seca, calor intenso e mesmo neve ou geadas. Além disso, é resistente aos avanços de cães e gatos. Por estes motivos é uma ótima escolha para compor bordaduras, maciços ou conjuntos no jardim. Ela é especialmente indicada para jardins de pedra e áridos. Também pode ser cultivada em vasos e jardineiras, adornando pátios, terraços e interiores bem iluminados.
Curiosidades: Os índios norte-americanos a têm como medicinal, utilizam as fibras das folhas no artesanato e o extrato das raízes na fabricação de sabões e xampús. As flores da iuca-mansa são comestíveis, sendo preparadas em saladas ou cozidas. Diz-se que tem sabor de endívias.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solos arenosos ou rochosos, sendo bastante resistente à estiagem. Não tolera solos mal drenados e encharcamentos prolongados. Seu crescimento é lento, mas a haste floral cresce depressa. Multiplica-se por estacas de raízes, pela separação das mudas formadas em torno da planta mãe e mais raramente, por sementes.

Chrysopogon zizanioides , comumente conhecido como vetiver e khus , é um capim pereneda família Poaceae

  Chrysopogon zizanioides  , comumente conhecido como  vetiver  e  khus , é um  capim  perene da  família  Poaceae Chrysopogon zizanio...